O aumento do ICMS sobre gasolina, diesel e gás de cozinha colocou o deputado Eduardo Ribeiro e o líder do governo, Manoel Moraes (PP), em lados opostos na sessão desta terça-feira (3), na Assembleia Legislativa do Acre. Eduardo criticou a participação do Estado na decisão do Conselho Nacional de Política Fazendária (Confaz), enquanto Moraes defendeu a cobrança e afirmou que quem possui veículo deve arcar com o próprio combustível.
Ao abrir o debate, Eduardo disse que o reajuste chega em um momento de dificuldade financeira para as famílias e questionou a concordância do governo acreano com a medida. “A nossa população ainda está passando por um momento econômico muito difícil, ainda está tentando se reerguer, e vem mais esse aumento que vai atingir todas as pessoas”, afirmou. Os convênios foram aprovados em 27 de outubro, com efeitos previstos para 1º de fevereiro de 2027.
Moraes rebateu o parlamentar e argumentou que deixar de arrecadar para manter o combustível mais barato beneficiaria proprietários de veículos à custa de toda a população. “Quem tem seu carro que pague seu combustível. A pessoa que anda de pé já sofre demais. A pessoa que anda de ônibus já sofre demais. E a pessoa que anda de bicicleta, ainda mais”, declarou o líder governista.
Eduardo contestou o argumento do colega de parlamento. Segundo ele, o peso do combustível no transporte de mercadorias faz o aumento chegar também a quem não tem carro. “O nosso estado depende muito do frete”, afirmou. “Você atinge todo mundo. Quem anda de carro, quem não anda de carro, quem anda de bicicleta, não importa.” O deputado também sustentou que a decisão exigia unanimidade dos estados e que o Acre poderia ter se posicionado contra.
O deputado Arlenilson Cunha (PL) entrou na discussão em defesa do governo estadual. Embora tenha afirmado ser contrário a aumentos, ressaltou que a decisão foi tomada nacionalmente e não deveria ser atribuída apenas à gestão acreana. “Não podemos colocar de forma exclusiva na conta do Governo do Estado, na conta da governadora”, disse.
