Foto: Maria Meirelles
A comunidade escolar de Rio Branco voltou a se reunir na tarde desta quinta-feira (7) em frente ao Instituto São José, no centro da capital acreana, em um ato marcado por emoção, homenagens e pedidos por mais segurança no ambiente escolar. O local foi palco da tragédia registrada na última terça-feira (5), quando um adolescente de 13 anos entrou armado na instituição e efetuou disparos dentro da escola.
O episódio deixou quatro pessoas feridas, entre elas três funcionárias e uma estudante de 11 anos. As inspetoras Alzenir Pereira da Silva, de 53 anos, e Raquel Sales Feitosa, de 36, não resistiram aos ferimentos e morreram, provocando forte comoção em todo o Acre.
Vestidos de branco, alunos, familiares, professores, servidores da educação e integrantes de movimentos sociais participaram de uma caminhada organizada pelo Sindicato dos Trabalhadores em Educação do Acre (Sinteac). A mobilização teve início nas proximidades do Palácio Rio Branco e seguiu até a frente da unidade de ensino.
No local, flores, velas e mensagens foram deixadas em homenagem às vítimas. O clima era de silêncio, oração e solidariedade às famílias atingidas pela tragédia. Muitos participantes também defenderam medidas mais rígidas de proteção nas escolas e ações preventivas voltadas à saúde emocional de estudantes.
Durante o ato, representantes da comunidade escolar ressaltaram a necessidade de reforço na segurança e de políticas públicas que garantam ambientes mais seguros para alunos e profissionais da educação. O caso segue sob investigação da Polícia Civil, que apura as circunstâncias do ataque e como o adolescente teve acesso à arma utilizada.
A tragédia mobilizou autoridades, instituições e moradores da capital, reacendendo o debate sobre prevenção da violência no ambiente escolar e proteção da comunidade estudantil no Acre.
