Israel lançou um ataque aéreo ao território iraniano, na madrugada de sexta-feira, 13, mirando uma instalação militar nos arredores da cidade de Isfahan. O governo do Irã classificou a ofensiva como “um ato de guerra”, prometeu retaliação e elevou o alerta nas fronteiras. A escalada acontece dias após o fracasso de negociações por um cessar-fogo em Gaza e marca uma nova fase de tensão aberta no Oriente Médio.
De acordo com a imprensa internacional, o alvo do ataque israelense seria uma base usada pela Guarda Revolucionária Iraniana para armazenar drones e mísseis de médio alcance. Fontes do governo israelense, sob condição de anonimato, indicam que a ação seria uma resposta a ataques anteriores atribuídos ao Irã — em especial, o lançamento de mísseis e drones contra o território israelense no início do mês.
No Irã, a retórica se intensificou. O ministro da Defesa, Mohammad-Reza Ashtiani, declarou que “qualquer violação ao território iraniano será punida com resposta devastadora”. Por sua vez, o líder supremo, aiatolá Ali Khamenei, afirmou em discurso televisionado que “a paciência do povo iraniano tem limites”.
Brasil e a posição latino-americana
O governo brasileiro emitiu nota pedindo “contenção e respeito ao direito internacional”, reiterando sua defesa de uma solução pacífica para os conflitos no Oriente Médio. O Itamaraty tenta manter a neutralidade, mas cresce a pressão de parlamentares para que o Brasil assuma posição mais firme diante das ações militares.
A América Latina, historicamente distante dos conflitos armados da região, vê com preocupação a possibilidade de envolvimento indireto por meio de sanções comerciais ou impactos nos preços do petróleo e fertilizantes.
