Assis Brasil terá auditor federal e promete acelerar exportações no Acre

Foto: Sérgio Vale

Foto: Sérgio Vale

Durante anos, quem produz no Acre conviveu com um obstáculo pouco visível, mas decisivo: a ausência de um auditor federal agropecuário na fronteira. Em Assis Brasil, ponto estratégico de entrada e saída de mercadorias, a falta desse profissional sempre significou lentidão, insegurança e entraves nos processos de exportação.

Esse cenário começa a mudar. Pela primeira vez, o município contará com um Auditor Fiscal Federal Agropecuário fixo. O anúncio foi feito pelo superintendente do Ministério da Agricultura e Pecuária, Paulo Trindade, durante um encontro voltado ao fortalecimento das exportações no estado.

“Não tinha isso, e com o concurso realizado no ano passado, até o fim de fevereiro teremos um auditor em Assis Brasil para atender, dar mais celeridade aos processos e acompanhar de perto a legislação”, afirmou.

A presença do auditor vai além da burocracia. Segundo Trindade, trata-se de uma garantia direta à população e aos mercados consumidores. “Quando a gente fala de entrada e saída de alimento, o Mapa é o guardião da sanidade alimentar. Estamos falando de produtos que vão para o consumo humano, então seguir a legislação é fundamental”, destacou.

A mudança afeta diretamente quem produz e quem tenta exportar a partir do Acre. Com fiscalização permanente na fronteira, o estado ganha agilidade, reduz gargalos e fortalece sua credibilidade comercial, criando um ambiente mais seguro para a circulação de mercadorias.

Para Trindade, a medida dialoga com um desafio maior: transformar a produção local em produto com valor agregado e ampliar o alcance dos mercados. “O Acre está situado no extremo do nosso Brasil, distante dos grandes centros. Por isso, quando falamos em exportação, falamos em nos aproximar de mercados consumidores, não só da América do Sul, mas do mundo, inclusive da China”, disse.

A chegada do auditor à fronteira não é um gesto simbólico. É uma mudança prática, que tira Assis Brasil do improviso e coloca o Acre em um novo patamar no comércio exterior — com mais controle, mais confiança e menos atraso.

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