O mercado pecuário acreano iniciou junho com preços estáveis para o boi gordo e valorização na reposição, cenário que reforça a cautela dos produtores na hora de vender ou recompor os rebanhos. Levantamento divulgado pela Pecuária Acre mostra o boi gordo negociado a R$ 299 por arroba, enquanto o chamado “Boi China”, destinado à exportação, alcança R$ 307 por arroba. O movimento acompanha uma tendência observada em outras regiões do país, onde a oferta controlada de animais para abate e a demanda firme da indústria vêm sustentando as cotações.
Na reposição, os preços continuam chamando atenção. O bezerro desmamado foi cotado a R$ 2,4 mil por cabeça e a bezerra a R$ 1,7 mil. O comportamento do mercado reflete a menor oferta de animais jovens e a procura de pecuaristas interessados em garantir reposição para os próximos ciclos produtivos. Analistas apontam que a valorização dos bezerros tem ocorrido em ritmo superior ao da arroba do boi gordo, pressionando as margens de quem trabalha com recria e engorda.
Entre as categorias para abate, a vaca gorda aparece cotada a R$ 280 por arroba e a novilha gorda a R$ 285. A diferença de preço em relação ao boi gordo e ao Boi China demonstra o peso crescente das exportações na formação dos valores pagos ao produtor, especialmente diante da demanda internacional por carne bovina brasileira.
No campo agrícola, a soja foi negociada a R$ 115 a saca de 60 quilos, o milho a R$ 75, o café a R$ 930 e a castanha a R$ 330 o saco. Já o dólar fechou a R$ 5,08, fator que continua sendo acompanhado de perto pelo setor por influenciar diretamente a competitividade das exportações e os custos de produção. O conjunto dos indicadores reforça um cenário de estabilidade, mas com atenção voltada para a reposição, considerada hoje um dos principais desafios econômicos da pecuária acreana.
