Ansiedade e depressão estão entre as principais causas de afastamento do trabalho no Brasil em 2025

Foto: Internet 

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O número de trabalhadores afastados do emprego por problemas de saúde mental voltou a crescer no Brasil em 2025, colocando a ansiedade e a depressão entre as principais causas de concessão do benefício por incapacidade temporária — antigo auxílio-doença. Os dados fazem parte de levantamentos oficiais do Ministério da Previdência Social, com base nos registros do Instituto Nacional do Seguro Social, responsável pela concessão dos benefícios previdenciários no país.

De acordo com as estatísticas mais recentes, apenas no primeiro semestre de 2025 mais de 260 mil afastamentos foram concedidos por transtornos mentais e comportamentais, classificados entre os códigos F00 e F99 da Classificação Internacional de Doenças (CID-10). Entre esses diagnósticos, os transtornos ansiosos e os episódios depressivos aparecem de forma recorrente, refletindo um cenário de adoecimento emocional que tem impactado diretamente a força de trabalho formal.

Os dados não resultam de uma pesquisa isolada ou amostral, mas sim do registro administrativo dos benefícios concedidos em todo o território nacional. Cada afastamento é contabilizado a partir de laudo médico apresentado ao INSS, o que permite acompanhar a evolução dos motivos de licença ao longo do tempo. Em 2024, por exemplo, o país já havia registrado mais de 470 mil afastamentos relacionados à saúde mental, o maior volume da última década.

O levantamento divulgado pela Previdência é de abrangência nacional e não se restringe a um estado específico. Apesar disso, os dados podem ser detalhados por unidade da federação por meio dos bancos públicos de dados do governo federal. No caso do Acre, embora ainda não haja divulgação consolidada específica para 2025, o estado segue inserido na mesma tendência observada no restante do país, com crescimento gradual dos afastamentos por transtornos mentais nos últimos anos.

Especialistas apontam que fatores como sobrecarga de trabalho, insegurança econômica, dificuldades de acesso a serviços de saúde mental e os efeitos prolongados da pandemia ajudam a explicar o avanço desses números. O cenário reforça o desafio enfrentado por empresas, governos e sistemas de saúde diante do aumento do adoecimento psicológico entre trabalhadores brasileiros.

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