As enxurradas ocorridas no último final de semana na capital acreana foi o principal tema debatido na Câmara Municipal, na sessão de terça-feira, 25. Vereadores da oposição e da base aliada divergiram quanto a atuação da Prefeitura de Rio Branco diante da problemática.
Ao destacar que enxurradas e alagação tem ocorrido com frequência nos últimos anos, o vereador André Kamai (PT) questionou a falta de um plano de atuação por parte do Executivo Municipal para esse período do ano.
“Fortes chuvas, enxurradas, cheia do Rio Acre, tudo isso não é nenhuma novidade aqui em Rio Branco. Em 2018, por exemplo, no mês de fevereiro choveu 277 milímetros em apenas 24 horas. Três vezes mais do que a chuva desse final de semana. E naquele ano teve enxurrada, teve alagamento. A diferença é que há tempos atrás, a cidade se preparava para esse período, porque sabemos o que acontece quando a água sobe repentinamente”, disse o parlamentar.
E acrescentou: “Porque o Executivo não coloca em ação uma operação de inverno preparando de fato a cidade para esse período. Dessa forma, é possível minimizar os danos. O que não dá é para ficar se lamentando o tempo todo, ano após ano, distribuindo kit de limpeza depois que o problema já acontecer. Não é isso que a população quer, o que eles desejam é não ter mais que sofrer com esses problemas”, falou Kamai.
Outro questionamento feito pelo petista foi a ausência do prefeito Tião Bocalom durante o agravamento das enxurradas. Ele lamentou que o gestor tenha direcionado a culpa das ruas alagadas a população.
“O prefeito estava na sua fazenda e só voltou quando a situação já era insustentável. E, ao invés de assumir sua responsabilidade, culpou a população pelos alagamentos. Não é o povo que deve ser responsabilizado, mas sim a falta de planejamento da gestão municipal”, declarou
