Foto: Correio Online
A ideia de que tecnologia no campo se resume a máquinas modernas ou drones foi relativizada pelo secretário de Estado de Agricultura, José Luiz Tchê, ao defender que a base da produção está no solo e na informação técnica. Em entrevista ao Correio Em Prosa, com a jornalista Marcela Jansen, – e participação especial do jornalista Wanglézio Braga -, do Portal Acre Mais, Tchê afirmou que decisões acertadas começam com análise de solo, laboratório e dados confiáveis, capazes de orientar o produtor antes mesmo do plantio.
Segundo o secretário, durante muito tempo o produtor trabalhou no “achismo”, aplicando insumos sem saber exatamente o que a terra precisava. “Tecnologia começa quando você analisa o solo e entende o que aquela área pede. Sem isso, o produtor gasta errado e não vê resultado”, disse.
Tchê destacou que a estrutura de laboratório e a possibilidade de análises mais rápidas permitem ao produtor corrigir falhas, melhorar a pastagem e aumentar a produtividade sem ampliar área. “Quando você acerta a mão no solo, a resposta vem. A planta responde, o pasto responde e o custo diminui”, afirmou.
De acordo com ele, o uso de dados técnicos também evita desperdício de adubo, calcário e outros insumos, além de reduzir impactos ambientais. “É produzir melhor, não produzir mais. A tecnologia ajuda justamente nisso: usar o que precisa, onde precisa”, explicou.
O secretário ressaltou que a modernização do campo passa por informação acessível e orientação técnica contínua. “Não adianta falar em inovação se o produtor não tem base. Solo analisado, dado correto e decisão técnica mudam completamente a realidade de quem vive da terra”, concluiu.
