Rio Branco, Acre - sexta-feira, 24 abril, 2026

“Amazônia que paga o preço por ser invisível no pacto federativo”, alerta prefeito

Foto: Val Fernandes/Secom

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No centro do Brasil real, o custo para manter uma escola na beira do Rio Madeira é ignorado pelo sistema que calcula o valor de cada aluno como se todos vivessem na Marginal Tietê. A crítica é do prefeito de Porto Acre, Máximo Antônio (PP), que denuncia a injustiça do modelo federativo que repassa o mesmo valor por aluno para municípios com realidades diametralmente opostas.

“A condição é totalmente diferente, mas o custo é o mesmo?”, questiona. Ao lado disso, o gestor também alerta para um efeito em cadeia: o abandono da zona rural está provocando um êxodo silencioso e perigoso.

Com apenas 800 empregos formais em uma cidade de mais de 20 mil habitantes, Porto Acre já sente os impactos do inchaço urbano, da sobrecarga nos serviços públicos e do colapso educacional. Escolas rurais fecham por falta de apoio, enquanto as urbanas recebem crianças que já chegam desassistidas. “O povo precisa continuar no campo. Isso é uma regra de sobrevivência, inclusive para a educação”, reforça.

Para ele, o que está em jogo é mais do que o acesso à escola: é o direito de existir com dignidade dentro da floresta.

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