Foto: Juan Vicent Diaz
O prefeito de Rio Branco, Alysson Bestene, decidiu se afastar do Progressistas para reforçar sua participação no projeto político liderado por Tião Bocalom na disputa pelo governo do Acre em 2026. O movimento ocorre em um momento sensível para a sigla, que já tem a governadora Mailza Assis como nome natural para a reeleição, e expõe, de forma direta, a disputa interna por protagonismo dentro do grupo político.
Sem anunciar desfiliação, Alysson opta por um caminho intermediário: permanece filiado, mas se distancia da estratégia partidária para caminhar ao lado de Bocalom. Na prática, o gesto sinaliza alinhamento político e eleitoral com o prefeito da capital, reforçando a construção de uma candidatura alternativa dentro do mesmo campo que hoje sustenta o governo estadual.
A decisão também carrega um peso simbólico. Ao justificar o movimento como uma escolha baseada em “convicção”, Alysson tenta sustentar o discurso de coerência política, enquanto, nos bastidores, o gesto é lido como reposicionamento claro dentro do tabuleiro eleitoral de 2026. A permanência formal no partido, por outro lado, indica que ainda há espaço para negociação e evita, neste momento, um rompimento definitivo.
O prefeito afirmou que o diálogo com o Progressistas deve acontecer “no momento certo”, mas deixou evidente que sua prioridade está no projeto de continuidade administrativa defendido ao lado de Bocalom. O cenário que se desenha é de tensão crescente dentro da base, com dois caminhos políticos ganhando forma antes mesmo da abertura oficial da disputa.
