Rio Branco, Acre - quarta-feira, 13 maio, 2026

Alta nos preços faz cesta básica subir em Rio Branco e comprometer quase metade do salário mínimo

Foto: Internet 

O custo da cesta básica voltou a pesar no bolso das famílias de Rio Branco em abril. Levantamento divulgado pelo Departamento Intersindical de Estatística e Estudos Socioeconômicos (Dieese) aponta que os alimentos essenciais passaram a custar, em média, R$ 667,14 na capital acreana, registrando aumento de 3,1% em relação ao mês anterior.

A pesquisa mostra que a elevação dos preços impactou principalmente as famílias de baixa renda, que já enfrentam dificuldades para equilibrar o orçamento diante do encarecimento de itens considerados indispensáveis no consumo diário.

Entre os produtos que mais contribuíram para a alta acumulada neste ano estão o tomate, que apresentou aumento de 22,8%, o feijão carioca, com elevação de 21,4%, a carne bovina, que subiu 9,4%, além da banana, que registrou variação positiva de 3,6%.

Apesar da pressão provocada por alguns alimentos, outros itens apresentaram redução de preço no período analisado. O óleo de soja liderou as quedas, com recuo de 13,3%, seguido pelo café em pó, açúcar cristal, farinha de mandioca e arroz agulhinha. Também registraram baixa a manteiga, o leite integral e o pão francês.

O estudo considera o consumo mensal de uma família formada por até três adultos ou dois adultos e duas crianças, tomando como base 15 produtos alimentícios essenciais.

Mesmo com o reajuste, Rio Branco segue entre as capitais com menor custo de cesta básica do país. Segundo o Dieese, a capital acreana ocupa a quinta posição entre as mais baratas do Brasil, ficando atrás apenas de Aracaju, São Luís, Maceió e Porto Velho.

O levantamento também revela o impacto direto da alta dos alimentos sobre a renda do trabalhador acreano. Um empregado que recebe salário mínimo precisou dedicar mais de 90 horas de trabalho para adquirir a cesta básica em abril. No mês anterior, eram necessárias cerca de 87 horas.

Considerando o salário mínimo líquido, já descontada a contribuição previdenciária, aproximadamente 44,4% da renda mensal foi comprometida apenas com a compra dos alimentos básicos. O percentual representa aumento em relação a março, quando o comprometimento da renda era de 42,7%.

Os dados reforçam a preocupação com o avanço do custo de vida e os reflexos da inflação alimentar no orçamento das famílias, especialmente entre os trabalhadores de menor renda.

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