Foto: Agro2.0
A banana-nanica registra queda nos preços nas principais regiões produtoras do país, pressionada pelo aumento da oferta com o avanço da colheita. De acordo com dados do Cepea, o movimento segue o calendário agrícola, que concentra maior volume de produção entre os meses de abril e junho.
Com mais fruta disponível no mercado, as cotações no atacado recuam e reduzem o ritmo de valorização observado nos meses anteriores. O cenário foi intensificado por fatores pontuais, como o feriado de Tiradentes, que impactou a logística e levou ao cancelamento de cargas em centrais de abastecimento, diminuindo o volume de negociações.
Atacadistas relatam que a demanda ficou mais fraca no período, com redução nos pedidos, o que contribuiu para ampliar a pressão sobre os preços da nanica. Em contrapartida, a banana-prata apresenta comportamento diferente em algumas regiões. No norte de Santa Catarina e no Vale do Ribeira, a oferta mais restrita tem sustentado — e em alguns casos elevado — as cotações da variedade.
A expectativa do mercado é que a banana-prata registre aumento na disponibilidade apenas no segundo semestre, o que deve manter o cenário de diferença entre as variedades no curto prazo.
No Acre, onde a banana é uma das culturas presentes na agricultura familiar, a oscilação de preços acompanha, em menor escala, o comportamento nacional. A maior oferta em outros estados tende a influenciar o valor pago ao produtor local, principalmente no abastecimento interno.
O cenário reforça a influência direta do calendário de produção sobre os preços e a dinâmica do mercado hortifrutigranjeiro no país.
