Rio Branco, Acre - segunda-feira, 10 agosto, 2026

Alertas de desmatamento caem 35% no Acre em um ano, aponta Inpe

Foto: Internet

O Acre encerrou o período entre agosto de 2025 e julho de 2026 com uma redução de 35,3% na área atingida por alertas de desmatamento. No intervalo de 12 meses, foram identificados 153,8 quilômetros quadrados de vegetação sob alerta no estado.

Os números fazem parte do balanço do Sistema de Detecção de Desmatamento em Tempo Real (Deter), ferramenta do Instituto Nacional de Pesquisas Espaciais (Inpe) utilizada para identificar rapidamente alterações na cobertura florestal e auxiliar as ações de fiscalização.

A redução registrada no Acre acompanha um movimento observado em grande parte da Amazônia. Considerando todo o bioma, os alertas alcançaram 2.874,38 km² no período analisado, uma queda de 36,05%.

O resultado representa o menor patamar da série histórica do Deter, iniciada em 2016.

Entre os estados com maiores áreas identificadas pelo sistema, o Pará permaneceu na primeira posição, com 987,27 km², apesar de apresentar redução de 25,5%. Mato Grosso registrou 834,41 km² e diminuição de 49%, enquanto o Amazonas chegou a 433,9 km², com recuo de 46,7%.

Rondônia também apresentou queda, de 41,2%, e encerrou o período com 114,3 km². Na direção contrária apareceu Roraima: foram 272,6 km² e crescimento de 32,5% nos alertas.

Deter não representa taxa oficial

Apesar da redução, os dados do Deter não devem ser interpretados como a taxa definitiva de desmatamento do Acre.

O sistema funciona como instrumento de monitoramento rápido e produz alertas para orientar operações de fiscalização e combate aos crimes ambientais.

A medição oficial anual do desmatamento é realizada pelo Prodes, também desenvolvido pelo Inpe. Por isso, os números consolidados desse sistema serão necessários para dimensionar oficialmente quanto da floresta foi efetivamente desmatado no período.

O balanço do Deter foi apresentado na sexta-feira (7), durante programação realizada na sede do Inpe, em São José dos Campos, São Paulo.

Os dados também mostram redução fora da Amazônia. No Cerrado, a área sob alertas caiu 7,8% e chegou a 5.119,46 km². Nesse bioma, diferentemente do padrão observado na Amazônia, a maior parcela das ocorrências foi identificada em propriedades privadas.

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