Pré-candidato ao Governo participou de encontro promovido por entidades empresariais e afirmou que infraestrutura, desburocratização e incentivos à indústria serão prioridades de sua gestão.
O pré-candidato ao Governo do Acre, Alan Rick (Republicanos), defendeu nesta quinta-feira (30) um Estado mais próximo do setor produtivo, com políticas voltadas ao fortalecimento do empreendedorismo, durante o evento de entrega das propostas das entidades empresariais aos postulantes ao Palácio Rio Branco. O encontro foi realizado no auditório da Fecomércio-AC, em Rio Branco, e reuniu representantes do comércio, da indústria, do agronegócio e de diversos segmentos da economia acreana.
Em sua apresentação, Alan afirmou que o desenvolvimento econômico passa pela construção de um ambiente favorável aos investimentos, com redução da burocracia, segurança jurídica e ampliação da infraestrutura. Segundo ele, o poder público deve atuar como parceiro de quem produz e gera empregos.
“O Estado precisa ser parceiro. Existe uma máxima que diz que, quando o Estado não atrapalha, ele já ajuda. Mas nós queremos ir além: queremos um Estado que incentive, apoie e ajude quem produz riqueza no Acre”, declarou.
Entre as prioridades apresentadas pelo pré-candidato estão a melhoria do ambiente de negócios, a regularização fundiária, o combate à informalidade e o fortalecimento dos micro e pequenos empreendedores. Alan também destacou a necessidade de investimentos em logística e infraestrutura para ampliar a competitividade das empresas acreanas.
Ao abordar o processo de industrialização do estado, o pré-candidato citou como exemplo uma agroindústria de processamento de açaí instalada em Feijó. Segundo ele, apesar do investimento privado e da geração de renda para produtores locais, o empreendimento enfrenta dificuldades provocadas pela falta de infraestrutura. “A empresa precisa de internet de qualidade, de uma estrada em boas condições e de estrutura básica para continuar crescendo. Sem isso, perdemos competitividade”, afirmou.
Alan Rick também chamou atenção para os desafios enfrentados pelo Acre na integração comercial com países vizinhos, especialmente em relação à estrutura aduaneira e aos serviços federais de fiscalização na fronteira com o Peru. Na avaliação do pré-candidato, essas limitações dificultam a expansão das exportações e reduzem o potencial econômico do estado.
Outro ponto defendido foi a criação de incentivos capazes de atrair novas indústrias para o Acre. Ao citar o modelo da Zona Franca de Manaus, Alan afirmou que políticas de estímulo ao setor produtivo podem impulsionar o desenvolvimento regional e ampliar a geração de empregos. “O Estado precisa enxergar o setor produtivo como o principal motor do crescimento econômico, e não apenas como fonte de arrecadação de impostos”, concluiu.
