Rio Branco, Acre - sábado, 19 setembro, 2026

Aiache denuncia que alunos precisam andar quase 10 km para pegar transporte escolar em ramais de Rio Branco

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Vereador também alerta para possível superlotação de veículo e anuncia que buscará o Ministério Público para cobrar providências

O vereador Aiache (PP) denunciou a situação enfrentada por estudantes da zona rural de Rio Branco que dependem do transporte escolar para chegar às escolas. Segundo o parlamentar, após a redução do percurso realizado pelo veículo responsável pelo serviço, crianças que vivem em ramais da região do Limoeiro e Quixadá estariam tendo que caminhar quase 10 quilômetros até o ponto de embarque.

A denúncia foi feita após o vereador receber um vídeo de moradores mostrando alunos sendo transportados em uma caminhonete aparentemente lotada. Aiache chamou atenção tanto para a quantidade de estudantes no veículo quanto para a distância que algumas crianças precisam percorrer a pé para conseguir acesso ao transporte.

“Isso é humilhação. Elas só estão querendo ir para a aula, só querem estudar. Estamos falando de crianças tendo que andar quilômetros debaixo de um sol escaldante para conseguir chegar ao transporte escolar. Isso é um absurdo”, criticou.

Aiache afirmou ainda que moradores já enfrentaram dificuldades anteriormente por causa das condições dos ramais. Segundo ele, houve esforço para melhorar o acesso justamente para permitir que o transporte chegasse às comunidades mais distantes.

“Antes era porque o ramal não prestava. Fizemos um esforço para melhorar o ramal e conseguir que essas crianças fossem buscadas lá no final. Agora, qual é a desculpa?”, questionou.

Para o vereador, obrigar estudantes da zona rural a percorrer longas distâncias até o ponto de embarque compromete o acesso à educação e penaliza justamente as famílias que vivem nas áreas mais afastadas da capital.

Diante da situação, Aiache anunciou que vai cobrar providências dos órgãos responsáveis pelo transporte escolar e buscar o Ministério Público para que o caso seja apurado.

“Vamos tomar nossas providências. Vamos procurar o Ministério Público e quem puder nos ajudar para resolver a situação dessas crianças. Não podemos aceitar que estudar seja transformado em uma dificuldade ainda maior para quem mora nos ramais”, afirmou.

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