Agricultura tem menos de 2% do orçamento e segue como desafio para 2026

Foto: Internet

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Com apenas R$ 41,5 milhões previstos na Lei Orçamentária Anual de 2026, a agricultura de Rio Branco segue sendo um dos setores mais subfinanciados da gestão pública municipal. O valor representa menos de 2% de todo o orçamento da capital, o que coloca em evidência um desequilíbrio antigo entre o peso do campo na economia local e o espaço que ele ocupa nas contas do município.

Enquanto áreas como infraestrutura, saúde e educação concentram cifras bilionárias, o orçamento destinado à produção rural é pequeno diante das demandas de quem vive nos ramais, enfrenta a falta de assistência técnica e ainda carrega nos ombros a responsabilidade de garantir o alimento que abastece a cidade.

Os R$ 41 milhões previstos devem cobrir ações de apoio à agricultura familiar, manutenção de programas de extensão e pequenos investimentos em mecanização e infraestrutura rural. Nada muito além do básico. O texto da LOA não prevê expansão significativa de políticas agrícolas, nem abre margem para novos programas de fomento — o que sinaliza mais um ano de gestão voltada à manutenção, e não à transformação do setor.

A cifra também revela uma contradição silenciosa: a agricultura continua sendo apontada em discursos oficiais como um pilar da economia local, mas segue distante das prioridades orçamentárias.

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