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A advogada e produtora rural Raimunda Queiroz, do município de Senador Guiomard, criticou publicamente a permanência de Assuero Veronez à frente da Federação da Agricultura e Pecuária do Estado do Acre (FAEAC) e defendeu uma mudança na presidência da entidade. A manifestação ocorre em meio ao processo eleitoral interno da federação, que representa sindicatos rurais em todo o estado.
Segundo Raimunda, pequenos e médios produtores — que formam a maioria no campo acreano — não estariam sendo contemplados com ações efetivas da federação. Em declaração divulgada nas redes sociais, ela afirmou que a entidade estaria distante da realidade enfrentada por produtores do interior. “Nós representamos mais de 70% dos produtores do Acre e somos responsáveis por movimentar uma parte importante da economia do estado, mas não vemos projetos, apoio técnico ou iniciativas que ajudem quem está no campo todos os dias”, declarou.
A produtora também citou dados da atividade pecuária no estado para reforçar o peso econômico do setor. De acordo com ela, a pecuária teria movimentado cerca de R$ 181 milhões no último ano, contribuindo com parcela relevante da economia acreana. Mesmo assim, Raimunda afirmou que pequenos e médios produtores enfrentam dificuldades estruturais e falta de apoio. “Falta maquinário, falta infraestrutura e os sindicatos rurais no interior estão abandonados. Muitos produtores não têm sequer acesso a equipamentos básicos para trabalhar”, disse.
Durante a manifestação, a advogada defendeu a renovação na direção da federação e citou o nome de José Filho, ligado ao sindicato rural de Tarauacá, como alternativa para representar os produtores do estado. Ela também criticou o que classificou como concentração de benefícios em um grupo restrito de grandes pecuaristas, enquanto produtores menores enfrentariam dificuldades para manter a atividade.
A eleição na FAEAC ocorre em um momento de debates sobre representatividade e políticas voltadas ao setor agropecuário no Acre. A federação reúne sindicatos rurais e atua na articulação de demandas do setor junto ao poder público e instituições ligadas ao agronegócio.
