Rio Branco, Acre - segunda-feira, 27 julho, 2026

Acre ultrapassa 1,8 mil casos prováveis de dengue em 2026, mas segue sem registrar mortes

Casos de dengue aumentam 30% no país em 2023; Acre já tem quase cinco mil casos - FOTO: Cedida

Estado já soma 1.838 notificações da doença; maioria dos casos confirmados teve diagnóstico laboratorial

O Acre contabilizou 1.838 casos prováveis de dengue em 2026 e, apesar da circulação do vírus, segue sem registrar mortes pela doença. Os dados são do painel de monitoramento do Ministério da Saúde, atualizado com informações até a 29ª Semana Epidemiológica.

Do total de notificações, 1.115 casos foram confirmados, o equivalente a cerca de 61% das ocorrências registradas no estado. Os demais 723 casos foram descartados ou não tiveram confirmação para dengue.

Entre os casos confirmados, a maior parte (777) teve diagnóstico por exames laboratoriais, enquanto 345 foram confirmados com base em critérios clínico-epidemiológicos.

Outro dado que chama atenção é o coeficiente de incidência, que chegou a 207,8 casos para cada 100 mil habitantes, indicador utilizado para medir o avanço da doença na população.

Jovens adultos lideram registros

A dengue atingiu homens e mulheres de forma praticamente equilibrada, com 51% dos casos entre o público masculino e 49% entre o feminino.

A faixa etária mais afetada é a de 20 a 29 anos, seguida pelos grupos de 30 a 39 anos e 40 a 49 anos. Já crianças menores de um ano e idosos acima de 80 anos apresentam o menor número de notificações.

Em relação ao perfil dos pacientes, 88,7% dos casos prováveis foram registrados entre pessoas que se autodeclaram pardas. Também aparecem pessoas brancas (6,3%), indígenas (1,4%), pretas (0,9%), amarelas (0,9%) e registros sem informação (1,8%).

Sem óbitos em 2026

Mesmo com mais de 1,8 mil casos prováveis registrados neste ano, o Acre mantém um cenário positivo em relação à gravidade da doença. Até o momento, o estado não confirmou nenhuma morte por dengue e também não possui óbitos em investigação, mantendo a taxa de letalidade em zero.

Especialistas reforçam, no entanto, que o resultado não elimina a necessidade de prevenção. A eliminação de criadouros do mosquito Aedes aegypti, a procura por atendimento diante dos primeiros sintomas e o acompanhamento dos casos seguem sendo as principais estratégias para evitar o agravamento da doença e impedir novos surtos.

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