Acre terá primeira turma de provadores de café e vai disputar o “Oscar do Robusta” em 2026

Foto Marcela Jansen

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Anúncio feito pela ApexBrasil marca nova fase da cafeicultura amazônica, com foco em qualificação, inovação e valorização dos cafés robusta produzidos no Acre.

O Acre se prepara para dar o salto mais importante da sua história na cafeicultura. Em fevereiro de 2026, o estado formará sua primeira turma de provadores de café, profissionais responsáveis por avaliar tecnicamente aroma, sabor e qualidade dos grãos em padrões internacionais. O anúncio foi feito pelo presidente da ApexBrasil, Jorge Viana, durante a etapa acreana do programa Exporta Mais Brasil.

A formação será realizada em parceria com a Embrapa Acre e a Associação Brasileira de Cafés Especiais (BSCA), abrindo um novo horizonte para os produtores locais. Pela primeira vez, o Acre passará a ter especialistas certificados para atuar em concursos e exportações, ampliando o reconhecimento dos cafés robusta amazônicos.

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“Para que o Acre avance na produção de cafés especiais, é preciso ter provadores qualificados, capazes de identificar o valor sensorial e a identidade de cada região. Esse curso será um marco e vai formar uma nova geração de profissionais da Amazônia”, afirmou Jorge Viana.

Além do curso, foi anunciado o lançamento do concurso “The Best of Canéfora in Brasil 2026”, apelidado de “Oscar do Robusta”, que premiará os melhores cafés da espécie Coffea canephora produzidos no país. A competição, organizada pela BSCA, será realizada com apoio da ApexBrasil e contará com investimentos superiores a R$ 5 milhões, dentro de um convênio nacional de R$ 20 milhões voltado ao fortalecimento do setor cafeeiro amazônico.

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O evento promete colocar os robustas amazônicos — entre eles, os produzidos no Acre — no mesmo patamar de prestígio dos tradicionais arábicas mineiros. “Esse prêmio é a consagração de um trabalho que começou há anos e hoje ganha reconhecimento global. O Acre terá lugar nesse palco”, disse Ruan Travain, presidente da Associação dos Cafeicultores das Matas de Rondônia (Caferon), parceiro da iniciativa.

A criação de uma turma de provadores locais é vista por especialistas como uma virada técnica e simbólica. “O café da Amazônia tem personalidade própria. Formar especialistas aqui significa entender esse sabor a partir de dentro, não de fora”, afirmou um dos avaliadores que participou da missão internacional em Rio Branco.

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