Acre tem três municípios entre os dez piores do Brasil em acesso à informação e comunicação, aponta IPS 2025

Foto: Portal Amazonia

Foto: Portal Amazônia

Um levantamento do Índice de Progresso Social (IPS) Brasil 2025 revela um retrato preocupante sobre o acesso à informação e à comunicação no Acre. Segundo o estudo, Santa Rosa do Purus, Jordão e Marechal Thaumaturgo estão entre os dez municípios brasileiros com pior desempenho nesse componente, que mede fatores como cobertura de internet móvel, densidade de banda larga fixa, telefonia móvel e qualidade da conexão.

Entre os 5.570 municípios avaliados, Santa Rosa do Purus aparece na 5ª colocação entre os piores do país, com pontuação de 16,69, empatando com Ipixuna (AM). Logo atrás estão Jordão (17,93) e Marechal Thaumaturgo (17,97), também no Acre. O índice médio nacional foi de 68,44 pontos, revelando uma desigualdade acentuada entre as regiões Norte e Sul do país.

O IPS Brasil 2025 mostra que a falta de conectividade ainda é uma das principais barreiras para o desenvolvimento social e econômico da Amazônia. As áreas com os piores indicadores estão concentradas no interior do Norte e em parte do Nordeste, enquanto os melhores desempenhos se concentram nas regiões Sul e Sudeste.

Segundo o relatório, a cobertura de internet móvel (4G/5G) e a qualidade da conexão são os principais desafios para a população dessas localidades, que ainda enfrentam instabilidade de sinal, baixa velocidade e ausência de infraestrutura tecnológica básica. O cenário afeta diretamente o acesso à educação, à informação pública e aos serviços digitais do governo.

O estudo reforça que, enquanto municípios como Aparecida (SP), Salvador do Sul (RS) e Bombinhas (SC) estão entre os mais conectados do país, regiões amazônicas seguem praticamente isoladas no mapa digital. No Acre, isso significa desigualdade de oportunidades e exclusão informacional, especialmente em comunidades rurais e ribeirinhas.

O IPS Brasil 2025 é calculado com base em 57 indicadores sociais e ambientais e mede a qualidade de vida nas três dimensões: necessidades humanas básicas, fundamentos do bem-estar e oportunidades. A pesquisa utiliza dados públicos atualizados de órgãos como a Agência Nacional de Telecomunicações (Anatel).

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