Acre tem solo e clima ideais para quem deseja plantar café, aponta Vô João

Foto: Portal Correio online

“Aqui no Acre é difícil passar 30 dias sem chuva. Isso faz do nosso solo um aliado para quem quer plantar café.” A afirmação é do produtor João Eudes, conhecido como Vô João, que há dois anos decidiu apostar na cafeicultura em Tarauacá. Com experiência no Paraná, em Rondônia e até no Mato Grosso, ele vê no Acre um diferencial natural: o solo argiloso, chamado de “tambatingoso”, e o regime de chuvas que garantem estabilidade para a lavoura.

“Eu nasci no Paraná, mas praticamente me criei em Rondônia. Então tenho experiência do Paraná, de Rondônia e também do Mato Grosso. O café é uma lavoura muito resistente e se adapta em vários tipos de solo.”

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A comparação com outras regiões reforça o potencial acreano. Segundo João, no Paraná ou em Rondônia o verão pode se estender por até cinco meses sem chuvas, exigindo sistemas caros de irrigação. Já no Acre, a realidade é outra: a umidade se mantém até no período mais seco, facilitando a adaptação das plantas. “O café é resistente e se dá bem em vários tipos de solo, mas aqui ele encontra uma condição ainda melhor, porque o barro mantém a umidade e a seca dura pouco”, explicou

Além das condições naturais, o produtor destaca que a cultura é acessível para quem deseja começar. A recomendação dele é iniciar pequeno, com um hectare, e buscar conhecimento com quem já está no campo. “A pessoa deve visitar lavouras, aprender com outros produtores e procurar referências, como o trabalho do Zé Filho no viveiro de mudas. Assim, planta com mais segurança e depois vai aumentando”, orientou

Na prática, a experiência de João mostra que o Acre tem vantagens competitivas para expandir a cafeicultura: solos férteis, clima favorável e produtores dispostos a compartilhar conhecimento. Um conjunto de fatores que pode impulsionar novos empreendedores rurais a transformar pequenas áreas em negócios promissores.

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