Rio Branco, Acre - quinta-feira, 30 julho, 2026

Acre tem o 2º maior crescimento do emprego formal do Brasil em 2026

Foto: Marcello Casal Jr

 

Estado criou 3.675 vagas com carteira assinada no primeiro semestre e ficou atrás apenas do Amapá no ranking nacional de crescimento proporcional.

O Acre encerrou o primeiro semestre de 2026 entre os estados que mais ampliaram o mercado de trabalho formal no país. Dados divulgados pelo Ministério do Trabalho e Emprego (MTE) mostram que, entre janeiro e junho, foram criadas 3.675 vagas com carteira assinada, resultado de 30.987 admissões e 27.312 desligamentos. Com isso, o estado alcançou 112.406 vínculos formais ativos, um crescimento de 3,38% em relação ao início do ano.

O desempenho coloca o Acre na segunda colocação do ranking nacional de crescimento proporcional do emprego formal, atrás apenas do Amapá, que registrou alta de 4,25%. Mato Grosso aparece em terceiro lugar, com avanço de 3,36%. Enquanto o Brasil teve crescimento médio de 1,96% no período, o resultado acreano ficou bem acima da média nacional.

A principal força da geração de empregos no estado continua sendo o setor de Serviços, responsável por 2.320 das novas vagas, o equivalente a quase dois terços de todo o saldo positivo registrado no semestre. Em seguida aparecem a Indústria, com 611 postos de trabalho, a Construção Civil, com 557 vagas, a Agropecuária, com 109 empregos e o Comércio, que apresentou saldo positivo de 85 vagas.

O levantamento também mostra que o setor de Serviços concentra a maior parte dos empregos formais do Acre, reunindo 57.715 trabalhadores, seguido pelo Comércio (31.312), Construção (9.724), Indústria (9.376) e Agropecuária (4.286).

Apesar do bom desempenho, os números também evidenciam o perfil da economia acreana. A geração de empregos permanece fortemente concentrada no setor de Serviços, enquanto segmentos como Comércio e Agropecuária continuam apresentando crescimento mais tímido. O cenário reforça a necessidade de diversificar a economia e ampliar investimentos capazes de fortalecer setores produtivos que gerem empregos de maior valor agregado e reduzam a dependência de uma única atividade econômica.

No cenário nacional, o Brasil criou 921.645 empregos formais no primeiro semestre de 2026, elevando o estoque para mais de 48 milhões de trabalhadores com carteira assinada. O setor de Serviços também liderou a geração de vagas no país, seguido pela Construção e pela Indústria, enquanto o Comércio foi o único grande segmento com saldo negativo no acumulado do ano.

Pink: esse fechamento é mais “Correio Online”. Em vez de terminar apenas repetindo números do Caged, ele entrega uma leitura do que os dados revelam sobre a economia do Acre. Isso diferencia nossa matéria mesmo sem uma apuração adicional.

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