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O Acre aparece com custo médio mensal de R$ 3.550 para manter despesas básicas, valor acima da média nacional estimada em R$ 3.520, segundo levantamento com base em dados da Serasa. O cálculo considera moradia, contas fixas, alimentação, transporte, saúde, educação e serviços, revelando que viver no estado exige mais do que a média registrada no país.
O dado ganha relevância ao colocar o Acre à frente de estados como Pará, Amazonas, Rondônia, Bahia e Ceará, além de outras unidades do Norte e Nordeste. Embora não esteja entre os estados mais caros do Brasil, o Acre figura acima da média geral, o que chama atenção diante do perfil econômico local, marcado por menor industrialização e forte dependência de produtos vindos de outras regiões.
O impacto da logística sobre alimentos, combustível e itens de consumo básico é um dos fatores que ajudam a explicar o cenário. Grande parte dos produtos comercializados no estado percorre longas distâncias até chegar ao varejo, o que influencia diretamente no preço final pago pelo consumidor. Supermercado, contas recorrentes e moradia concentram a maior fatia do orçamento mensal das famílias.
A própria pesquisa aponta que apenas 19% dos brasileiros afirmam ter facilidade para organizar e pagar as contas do dia a dia. Em um estado onde o custo médio supera o índice nacional, o desafio tende a ser ainda maior, especialmente para famílias com renda limitada e pouca margem para imprevistos.
O contraste entre custo de vida e poder de compra reacende um debate recorrente no Acre: a renda acompanha o ritmo das despesas? Em um cenário de aumento contínuo dos gastos essenciais, manter o equilíbrio financeiro tornou-se uma equação cada vez mais difícil para boa parte da população.
