O cenário das doenças respiratórias graves permanece favorável no Acre. Pelo segundo levantamento consecutivo, o estado não aparece entre as unidades da Federação em situação de alerta para a Síndrome Respiratória Aguda Grave (SRAG).
Os dados são da nova edição do Boletim InfoGripe, da Fundação Oswaldo Cruz (Fiocruz), divulgada nesta quinta-feira (3), com informações referentes à semana epidemiológica de 23 a 29 de agosto.
Além de permanecer fora da faixa de alerta, o Acre apresenta sinal de redução dos casos. A análise indica probabilidade de 75% de tendência de queda nas próximas semanas.
No restante do país, entretanto, o comportamento das infecções respiratórias exige atenção principalmente entre crianças e adolescentes de até 14 anos. A Fiocruz identificou crescimento das hospitalizações por SRAG nessa faixa etária associado, sobretudo, à circulação do rinovírus.
Entre crianças pequenas, o vírus sincicial respiratório (VSR) continua entre os principais agentes responsáveis pelos quadros graves. Nos idosos, influenza A, rinovírus e VSR aparecem associados a parte importante das ocorrências.
Alagoas, Goiás e Paraíba estão entre os estados que permanecem em níveis de alerta, risco ou alto risco e apresentam tendência de crescimento dos casos, especialmente entre crianças de até 4 anos.
Covid-19 permanece em baixa
O boletim aponta ainda baixa circulação da Covid-19 no país. Os registros de SRAG associados ao vírus sincicial respiratório também apresentam tendência de redução na maior parte dos estados.
Mesmo diante do cenário positivo observado no Acre, o acompanhamento dos indicadores permanece importante, especialmente entre crianças pequenas e idosos, grupos mais suscetíveis ao desenvolvimento de formas graves das infecções respiratórias.
