O jornalismo acreano perdeu, na terça-feira, 20, uma de suas vozes mais emblemáticas. O jornalista e escritor Jairo Carioca faleceu aos 52 anos, vítima de um infarto fulminante, enquanto participava de uma agenda oficial da Secretaria de Estado de Indústria, Ciência e Tecnologia (Seict) no Rio de Janeiro .
Carioca foi encontrado sem vida em seu quarto no Hotel Ibis, no centro da capital fluminense, na noite de segunda-feira, 19. Ele integrava uma comitiva do governo do Acre, ao lado do secretário Assurbanipal Mesquita e do deputado estadual Luiz Gonzaga, para compromissos relacionados à área de ciência e tecnologia .
Natural de Rio Branco, Jairo Carioca era conhecido por sua atuação como jornalista, radialista e escritor. Em 2024, lançou o livro Vovô Irineu, que resgata a história de Raimundo Irineu Serra, fundador da doutrina do Daime, religião da qual era seguidor . Sua trajetória profissional incluiu passagens por diversos veículos de comunicação e assessorias no governo estadual.
A notícia de sua morte gerou comoção entre autoridades e colegas de profissão. O governador Gladson Cameli manifestou profundo pesar, destacando o compromisso de Jairo com a informação e o registro da história da comunidade Alto Santo. Cameli também prestou condolências à filha Fernanda Morais Carioca e ao neto João Miguel Carioca da Silva .
A vice-governadora Mailza Assis suspendeu os atendimentos em seu gabinete nesta terça-feira, em respeito ao falecimento do jornalista, que atuava como colaborador de sua equipe de comunicação. Em nota, Mailza expressou solidariedade à família e amigos, ressaltando o profissionalismo e a sensibilidade de Jairo no exercício da comunicação.
A Assembleia Legislativa do Acre (Aleac) também emitiu nota de pesar, assinada pelo presidente Nicolau Junior, lamentando a perda e destacando a contribuição de Jairo para a cultura e a comunicação no estado .
O corpo de Jairo Carioca será transladado para Rio Branco, onde o velório está previsto para ocorrer nesta quarta-feira, 21 .
