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A política agrícola adotada no Acre nos últimos anos redesenhou o papel do pequeno produtor dentro da economia estadual. A agricultura deixou de operar apenas como atividade de subsistência e passou a ser tratada como estratégia estruturante de desenvolvimento rural, com foco em mecanização, acesso à tecnologia e organização das cadeias produtivas.
O reposicionamento ocorre a partir de uma política voltada à inclusão produtiva, alcançando agricultores familiares, ribeirinhos, extrativistas e comunidades indígenas. A estratégia priorizou a criação de condições mínimas para produção em escala compatível com o mercado, como acesso a máquinas, correção de solos e assistência técnica continuada.
Um dos principais eixos dessa transformação foi a mecanização rural, que permitiu ampliar a área produtiva e reduzir gargalos históricos enfrentados por produtores de regiões remotas. Áreas que aguardavam atendimento do Estado há décadas passaram a ser incorporadas ao sistema produtivo, com impactos diretos na organização do trabalho e no planejamento das propriedades.
Além da infraestrutura, a política agrícola passou a integrar práticas de sustentabilidade e recuperação ambiental como parte do modelo produtivo, associando produção rural à conservação e ao uso racional do solo. A proposta rompe com a lógica assistencialista e consolida a agricultura como vetor permanente de desenvolvimento, e não apenas como política compensatória.
