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O número de brasileiros com dívidas em atraso voltou a crescer e já atinge mais da metade da população adulta do país. Dados divulgados pelo levantamento “Brasil em Mapas” mostram que o Brasil chegou a março de 2026 com 82,8 milhões de inadimplentes, o equivalente a 50,5% da população adulta.
No Acre, embora o avanço tenha sido menor em comparação a outros estados, o cenário ainda preocupa especialistas. Entre 2022 e 2026, o estado registrou aumento de 7,5% no número de inadimplentes, um dos menores crescimentos do país no período pós-pandemia.
Mesmo assim, o endividamento segue impactando milhares de famílias acreanas, principalmente diante da alta dos juros, aumento do custo de vida e maior dependência do crédito para despesas básicas do dia a dia.
Na Região Norte, o percentual médio de inadimplência chegou a 54,4%, acima da média nacional. O Amazonas aparece entre os estados mais afetados do país, com mais de 60% da população adulta negativada.
O levantamento também aponta que o crescimento das dívidas vem ocorrendo de forma contínua nos últimos anos. Em 2015, o Brasil tinha cerca de 57 milhões de inadimplentes. Agora, em 2026, o número já ultrapassa 82 milhões de pessoas.
Entre os principais fatores apontados para o avanço da inadimplência estão os juros elevados, o uso intenso do cartão de crédito, crédito rotativo e o aumento das despesas básicas das famílias brasileiras.
