Rio Branco, Acre - domingo, 22 março, 2026

Acre registra taxa de informalidade acima da média nacional, aponta IBGE

Foto: Internet  

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O Acre encerrou 2025 com taxa de informalidade de 45,2% da população ocupada, segundo dados da Pesquisa Nacional por Amostra de Domicílios (PNAD) Contínua divulgados na sexta-feira (20) pelo Instituto Brasileiro de Geografia e Estatística (IBGE). O índice supera a média nacional, que ficou em 38,1% no mesmo período.

Na prática, o levantamento indica que quase metade dos trabalhadores acreanos exerce atividades sem vínculo formal. O grupo inclui empregados sem carteira assinada, trabalhadores por conta própria sem registro como pessoa jurídica e outras formas de ocupação sem garantias previstas na legislação trabalhista.

No comparativo entre os estados, o Acre aparece entre as unidades da federação com níveis elevados de informalidade, embora abaixo de estados como Maranhão (58,7%), Pará (58,5%) e Bahia (52,8%). Em sentido oposto, as menores taxas foram registradas em Santa Catarina (26,3%), Distrito Federal (27,3%) e São Paulo (29,0%).

A taxa de informalidade é um dos principais indicadores do mercado de trabalho, pois mede a proporção de pessoas ocupadas sem carteira assinada, sem contribuição previdenciária ou sem acesso a direitos como férias remuneradas, 13º salário e seguro-desemprego. Em geral, índices mais altos estão associados a maior vulnerabilidade social e instabilidade de renda.

No caso acreano, o percentual de 45,2% reflete um mercado de trabalho marcado pela forte presença de ocupações no comércio, no setor de serviços e em atividades autônomas de baixa formalização. O cenário também dialoga com outros desafios estruturais do estado, como renda média inferior à nacional e níveis elevados de subutilização da força de trabalho.

Os dados integram o balanço anual da PNAD Contínua de 2025, que apontou melhora gradual em indicadores nacionais de emprego, mas evidenciou a persistência de desigualdades regionais significativas no país.

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