Rio Branco, Acre - sexta-feira, 10 abril, 2026

Acre registra queda expressiva nos casos prováveis de dengue no primeiro trimestre de 2026

Foto: Paulo Pinto/Agência Brasil

Foto: Paulo Pinto/Agência Brasil

O Acre apresentou redução significativa nos registros de casos prováveis de dengue nos primeiros meses de 2026. Dados divulgados pelo Ministério da Saúde apontam que, entre janeiro e março deste ano, foram contabilizados 1.136 casos da doença no estado, número que representa uma queda de 81% em comparação ao mesmo período de 2025, quando foram registrados 6.005 casos.

Os chamados casos prováveis são utilizados para monitoramento epidemiológico e levam em consideração sintomas clínicos e histórico de exposição à doença, mesmo sem confirmação laboratorial.

Segundo o levantamento, até o encerramento da 13ª semana epidemiológica, correspondente ao início de abril, não havia registro de mortes provocadas pela dengue no estado neste ano. Entre os municípios com maior número de ocorrências estão Rio Branco, Cruzeiro do Sul e Xapuri.

A análise dos dados também mostra que a maioria dos registros envolve pessoas do sexo masculino, que representam 53% dos casos, enquanto as mulheres correspondem a 47%. A faixa etária com maior número de ocorrências é a de jovens adultos entre 20 e 29 anos.

Apesar da queda geral no trimestre, o mês de março foi o período com maior número de notificações em 2026, totalizando 415 casos prováveis. Ainda assim, o volume é significativamente menor do que o registrado no mesmo mês do ano anterior, quando houve 1.387 ocorrências.

Em 2025, o Acre encerrou o ano com mais de 7 mil casos de dengue e cinco mortes relacionadas à doença. Na ocasião, a Secretaria de Estado de Saúde informou que houve aumento de cerca de 50% no número de infecções confirmadas em comparação ao ano anterior.

Mesmo com a redução observada neste início de ano, especialistas alertam que o período do inverno amazônico, que costuma se estender até maio, pode favorecer o surgimento de outras doenças transmitidas por vetores, como zika e chikungunya, além de infecções associadas às chuvas intensas, como a leptospirose.

A dengue é transmitida pelo mosquito Aedes aegypti e costuma provocar sintomas como febre alta, dores de cabeça, dores no corpo e nas articulações, além de mal-estar e fadiga. Em alguns casos, a doença pode evoluir para formas mais graves, exigindo atendimento médico imediato.

Autoridades de saúde reforçam que a prevenção continua sendo a principal forma de combater a doença. A orientação é eliminar qualquer tipo de recipiente que possa acumular água parada, ambiente ideal para a reprodução do mosquito. Entre as medidas recomendadas estão manter caixas d’água bem fechadas, evitar o acúmulo de água em vasos de plantas e descartar corretamente objetos que possam servir de criadouro.

Compartilhar