Rio Branco, Acre - domingo, 28 junho, 2026

Acre registra queda de 75,5% nos casos prováveis de dengue em 2026, aponta Ministério da Saúde

Foto: Internet 

O Acre registrou 1.774 casos prováveis de dengue entre a 1ª e a 22ª semana epidemiológica de 2026, período compreendido entre 29 de dezembro de 2025 e 30 de maio de 2026. Os dados são do Painel de Monitoramento das Arboviroses do Ministério da Saúde.

De acordo com o levantamento, o estado contabiliza uma morte confirmada pela doença e outro óbito em investigação. A incidência acumulada chegou a 200,6 casos para cada 100 mil habitantes. A letalidade entre os casos prováveis é de 0,06%, enquanto nos casos graves o índice alcança 6,67%.

Os números representam uma queda significativa na circulação do vírus em comparação aos dois anos anteriores.

No mesmo período de 2025, o Acre havia registrado 7.254 casos prováveis de dengue, três mortes confirmadas e uma incidência de 820,2 casos por 100 mil habitantes.

Já em 2024, até a 22ª semana epidemiológica, foram contabilizados 3.755 casos prováveis, sem registro de mortes, com incidência de 426,4 casos por 100 mil habitantes.

Na comparação com 2025, o número de casos prováveis caiu cerca de 75,5%. Em relação a 2024, a redução foi de aproximadamente 52,8%, indicando uma desaceleração importante da transmissão da doença no estado.

O perfil epidemiológico mostra que os homens representam 52% dos casos prováveis registrados no Acre, enquanto as mulheres correspondem a 48% das notificações.

A faixa etária mais afetada é a de 20 a 29 anos, seguida pelos grupos de 30 a 39 anos e de 40 a 49 anos. Em relação à raça/cor declarada, mais de 89% dos casos foram registrados entre pessoas pardas.

Dos 1.774 casos prováveis contabilizados até o fim da 22ª semana epidemiológica, 796 já foram confirmados para dengue, sendo a maior parte dos diagnósticos realizada por critério laboratorial.

Apesar da redução dos indicadores, o Ministério da Saúde mantém o monitoramento da doença e reforça a necessidade de medidas preventivas, como a eliminação de recipientes que possam acumular água parada e servir de criadouro para o mosquito Aedes aegypti, transmissor da dengue, zika e chikungunya.

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