Rio Branco, Acre - terça-feira, 21 julho, 2026

Acre registra o 12º maior salário médio do país e mantém uma das melhores remunerações da Região Norte, aponta IBGE

O Acre figura entre os estados brasileiros com as maiores remunerações médias pagas aos trabalhadores com carteira assinada, segundo dados das Estatísticas do Cadastro Central de Empresas (Cempre) referentes a 2024, divulgadas pelo Instituto Brasileiro de Geografia e Estatística (IBGE). O estado aparece na 12ª colocação do ranking nacional, consolidando um dos melhores desempenhos da Região Norte.

Conforme o levantamento, o salário médio mensal dos empregados formais vinculados a empresas sediadas no Acre foi de R$ 3.464,80. Embora o resultado permaneça abaixo da média nacional, estimada em R$ 3.932,45, a remuneração praticada no estado supera a registrada em diversas unidades da federação e coloca o Acre entre os destaques da região amazônica.

A diferença em relação à média brasileira é de aproximadamente R$ 467,65 por trabalhador.

O estudo leva em consideração exclusivamente o pessoal ocupado assalariado em empresas que possuem matriz na unidade da federação analisada, utilizando como base informações consolidadas referentes ao ano de 2024.

Na comparação regional, o Acre aparece entre os estados com melhores salários médios da Amazônia Legal. Apenas Amazonas e Roraima registraram remunerações superiores entre os estados nortistas.

O Amazonas ocupa a nona posição nacional, com salário médio de R$ 3.627,07, enquanto Roraima aparece logo à frente do Acre, na 11ª colocação, com média de R$ 3.565,09.

O desempenho acreano também supera o registrado em estados vizinhos como Tocantins, Amapá e Pará, demonstrando uma remuneração formal relativamente mais elevada em comparação com boa parte da Região Norte.

O levantamento do IBGE mostra que o Distrito Federal continua ocupando a liderança nacional em rendimento médio dos trabalhadores assalariados. A remuneração alcançou R$ 6.845,13, valor quase R$ 2,9 mil superior à média brasileira.

Na sequência aparecem Rio de Janeiro, com salário médio de R$ 4.501,35, e São Paulo, onde a remuneração média foi de R$ 4.423,04.

Também figuram entre os cinco primeiros colocados Rio Grande do Sul, com R$ 3.841,48, e Mato Grosso do Sul, com R$ 3.798,16.

Em contrapartida, os menores salários médios do país foram registrados nos estados de Alagoas, Ceará e Paraíba, todos abaixo da marca de R$ 3 mil mensais.

O Cadastro Central de Empresas reúne informações sobre a estrutura empresarial brasileira e o mercado formal de trabalho, permitindo acompanhar indicadores relacionados ao número de empresas, pessoal ocupado, massa salarial e remuneração média dos trabalhadores.

Especialistas destacam que a remuneração média de cada estado está diretamente relacionada ao perfil das atividades econômicas predominantes, ao nível de escolaridade da mão de obra, à presença de empresas de maior porte e à participação dos setores público e privado na geração de empregos formais.

No Acre, embora o rendimento médio permaneça abaixo da média nacional, o resultado coloca o estado entre os doze melhores desempenhos do país e evidencia uma posição de destaque no cenário da Região Norte em relação aos salários pagos aos trabalhadores com vínculo formal de emprego. (Com informação ac24horas)

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