Rio Branco, Acre - sexta-feira, 01 maio, 2026

Acre registra baixa realização de exames para detecção precoce do câncer de intestino na rede pública

Foto: Internet 

Apesar do crescimento nacional na realização de exames voltados à detecção precoce do câncer de intestino, o Acre aparece entre os estados com menor cobertura desses procedimentos na rede pública de saúde. Dados divulgados durante a campanha Março Azul indicam que o estado realizou apenas 1.558 exames de pesquisa de sangue oculto nas fezes ao longo de 2025, número considerado um dos mais baixos do país.

O levantamento, baseado em registros de atendimentos do Sistema Único de Saúde (SUS), mostra que o Acre supera apenas o Amapá, onde foram contabilizados 1.356 exames no mesmo período. Em comparação, Roraima registrou 2.984 procedimentos. Nos estados mais populosos, a quantidade de exames realizados é significativamente maior. Em São Paulo, por exemplo, o volume ultrapassou a marca de 1,1 milhão de testes realizados.

O exame de pesquisa de sangue oculto nas fezes é um dos principais métodos utilizados na triagem inicial para identificar possíveis sinais de câncer colorretal, permitindo diagnóstico mais precoce e maiores chances de tratamento eficaz.

Em nível nacional, os dados apontam uma ampliação significativa na oferta desse tipo de exame ao longo da última década. Entre 2016 e 2025, o número de testes realizados no país passou de pouco mais de 1,1 milhão para cerca de 3,3 milhões, o que representa um crescimento aproximado de 190%.

Outro procedimento fundamental para a detecção e confirmação da doença, a colonoscopia, também apresentou aumento expressivo no período. De acordo com o levantamento, a quantidade de exames realizados cresceu cerca de 145% no mesmo intervalo.

Especialistas ressaltam que a ampliação do acesso aos exames é essencial para reduzir a mortalidade associada ao câncer de intestino, uma vez que a identificação da doença em fases iniciais aumenta significativamente as chances de sucesso no tratamento.

Compartilhar