Rio Branco, Acre - quinta-feira, 20 agosto, 2026

Acre registra 54 mortes por síndrome respiratória grave; crianças pequenas estão entre as principais vítimas

Foto: Internet

Apesar da redução no número total de óbitos em relação aos dois anos anteriores, dados de 2026 chamam atenção para a presença de crianças entre as faixas etárias mais atingidas

O Acre registrou 54 mortes por Síndrome Respiratória Aguda Grave (SRAG) entre 1º de janeiro e 10 de agosto de 2026. Os números constam em boletim epidemiológico da Secretaria de Estado de Saúde do Acre (Sesacre) e mostram uma redução no total de óbitos em comparação com o mesmo período dos dois anos anteriores.

Em 2024, foram contabilizadas 159 mortes por SRAG. No ano seguinte, o número caiu para 106. Agora, em 2026, são 54 registros no período analisado.

Apesar da queda, a distribuição das mortes por faixa etária chama atenção, especialmente pela presença de crianças entre os grupos com maior número de vítimas.

Pessoas com 60 anos ou mais continuam concentrando a maior quantidade de óbitos, com 19 registros. Logo depois aparecem as crianças menores de dois anos, com 13 mortes.

Entre crianças de cinco a nove anos foram contabilizados outros sete óbitos, enquanto a faixa de dois a quatro anos registrou cinco mortes.

Os dados mostram ainda cinco óbitos entre pessoas de 10 a 19 anos, dois entre 30 e 39 anos, dois na faixa de 50 a 59 anos e um entre pessoas de 20 a 29 anos. Não houve registro de mortes entre pessoas de 40 a 49 anos no período analisado.

O que é SRAG

A Síndrome Respiratória Aguda Grave é caracterizada pelo agravamento de quadros respiratórios e pode estar associada a diferentes agentes infecciosos. Casos graves podem exigir internação hospitalar e suporte respiratório.

A redução do número geral de mortes no Acre representa uma mudança importante em relação aos anos anteriores, mas os dados por idade reforçam a necessidade de atenção aos grupos mais vulneráveis, principalmente crianças pequenas e idosos.

O acompanhamento dos casos também é importante durante períodos de maior circulação de vírus respiratórios, quando aumenta a procura pelas unidades de saúde e o risco de agravamento entre pacientes mais vulneráveis.

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