Rio Branco, Acre - quinta-feira, 14 maio, 2026

Acre registra 2º maior aumento do desemprego no Brasil no início de 2026, aponta IBGE

Foto: Internet 

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O Acre apareceu entre os estados com maior crescimento no desemprego no início de 2026. Dados divulgados pelo Instituto Brasileiro de Geografia e Estatística (IBGE), por meio da Pnad Contínua, mostram que o estado teve alta de 1,8 ponto percentual na taxa de desocupação no trimestre encerrado em março, ficando atrás apenas do Ceará, que registrou aumento de 2,3 pontos.

O levantamento revela que o avanço do desemprego atingiu 15 estados brasileiros neste começo de ano. No cenário nacional, a taxa média subiu para 6,1%, após encerrar 2025 em 5,1%. Mesmo com a alta recente, o índice ainda é considerado o menor já registrado para um trimestre encerrado em março desde o início da série histórica da pesquisa, em 2012.

Segundo o IBGE, o crescimento do desemprego neste período está ligado principalmente ao comportamento tradicional do mercado de trabalho nos primeiros meses do ano. Após o fim das contratações temporárias de dezembro e do encerramento de alguns contratos no setor público, especialmente nas áreas de educação e saúde, houve redução no número de trabalhadores ocupados no país.

Em todo o Brasil, cerca de 6,6 milhões de pessoas estavam sem trabalho no trimestre encerrado em março. O número representa aumento de 19,6% em relação ao trimestre anterior. Ao mesmo tempo, o país perdeu aproximadamente 1 milhão de postos de trabalho no período. Comércio, administração pública e serviços domésticos foram os setores que mais registraram queda nas vagas.

Apesar da alta do desemprego em parte dos estados, algumas regiões seguem com índices considerados baixos. Santa Catarina lidera com a menor taxa do país, de 2,7%, seguido por Mato Grosso, Espírito Santo, Paraná e Rondônia. Já entre os estados com maiores dificuldades para gerar empregos estão Amapá, Alagoas, Bahia, Pernambuco e Piauí, todos com taxas acima de 8%.

Outro dado destacado pela pesquisa é que, mesmo com o aumento do desemprego, o rendimento médio dos trabalhadores brasileiros bateu recorde e chegou a R$ 3.722. A informalidade também apresentou leve queda no país, ficando em 37,3% da população ocupada.

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