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O Acre foi o estado da Região Norte com o maior número de pessoas resgatadas de condições análogas à escravidão em 2025. Ao todo, 19 trabalhadores foram retirados dessa situação ao longo do ano, conforme dados divulgados nesta quarta-feira (28) pela Secretaria de Inspeção do Trabalho (SIT), vinculada ao Ministério do Trabalho e Emprego (MTE).
Com esse resultado, o Acre supera outros estados da região, como o Pará, que registrou 17 resgates, e ocupa a 14ª posição no ranking nacional de ocorrências relacionadas ao trabalho escravo contemporâneo.
Os dados também apontam crescimento no número de empregadores flagrados mantendo trabalhadores em condições ilegais no estado. Em 2024, o Acre passou de dois para três nomes incluídos na chamada “lista suja” do trabalho escravo, instrumento oficial do MTE que reúne empregadores autuados após fiscalização definitiva. As ações identificaram, ao todo, 52 trabalhadores em situação irregular vinculados a esses contratantes.
No cenário nacional, mais de 2,7 mil pessoas foram resgatadas em 2024. Um dado que chama atenção é a mudança no perfil das ocorrências: pela primeira vez, o número de trabalhadores resgatados em áreas urbanas superou o registrado no meio rural.
Entre os estados com maior volume de fiscalizações realizadas ao longo do período estão São Paulo, com 215 ações, seguido por Minas Gerais (145), Rio de Janeiro (123), Rio Grande do Sul (112) e Goiás (102).
De acordo com a Classificação Nacional de Atividades Econômicas (CNAE), os setores que concentraram o maior número de trabalhadores resgatados em 2025 foram obras de alvenaria, com 601 pessoas, administração pública em geral (304), construção de edifícios (186), cultivo de café (184) e extração e beneficiamento de pedras e outros materiais para a construção civil (126).
