Rio Branco, Acre - quinta-feira, 14 maio, 2026

Acre lidera ranking nacional de preços do diesel S-10 em abril e registra combustível acima da média do país

Foto: Internet 

O Acre apresentou, em abril, o maior preço médio do diesel S-10 entre todos os estados brasileiros, com o litro comercializado a R$ 8,645. O valor supera com folga a média nacional, que ficou em R$ 7,504 no mesmo período, segundo levantamento do Monitor de Preços de Combustíveis da Veloe, com apoio técnico da Fundação Instituto de Pesquisas Econômicas.

O diesel foi o combustível que mais registrou aumento no país ao longo do mês. Na comparação com março, o diesel comum teve alta de 6,2%, enquanto o diesel S-10 avançou 5,3%. Outros combustíveis também apresentaram reajustes, como a gasolina comum, que subiu 3,0%, a gasolina aditivada, com aumento de 2,8%, o etanol hidratado, que variou 0,4%, e o gás natural veicular (GNV), com elevação de 1,2%.

No recorte regional, o Acre também figura entre os estados com gasolina mais cara do Brasil. O litro da gasolina comum chegou a R$ 7,671, ficando atrás apenas de Roraima, onde o preço médio atingiu R$ 8,075.

No acumulado de 2026, o diesel segue liderando os aumentos. O diesel S-10 registra alta de 21,4%, enquanto o diesel comum acumula avanço de 21,3%, os maiores índices entre os combustíveis monitorados.

O cenário internacional tem papel relevante nesse movimento de alta. Tensões geopolíticas no Oriente Médio impactaram o mercado global de petróleo, elevando custos de importação e pressionando os preços internos. No Brasil, os valores também refletem repasses de reajustes anteriores, mesmo diante de medidas adotadas pelo governo federal para conter aumentos mais expressivos, como ajustes tributários e políticas de compensação.

Apesar da trajetória de alta ao longo do mês, indicadores semanais apontaram uma desaceleração no fim de abril. O diesel S-10 havia atingido pico de R$ 7,62 por litro no final de março, enquanto a gasolina comum chegou a R$ 6,70 na primeira semana de abril, com leve recuo na sequência.

Para setores como o agronegócio, altamente dependentes do transporte rodoviário, o aumento do diesel representa impacto direto nos custos logísticos, com potencial de reduzir a competitividade de produtos brasileiros no mercado interno e externo.

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