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O Acre aparece como o estado da Região Norte com maior proporção de emissão da nova Carteira de Identidade Nacional (CIN), de acordo com dados do governo federal. Atualmente, 35,37% da população acreana já possui o novo documento, índice que coloca o estado na liderança regional no processo de modernização da identificação civil.
O avanço ocorre em meio à estratégia nacional de ampliação da CIN, que já foi emitida para mais de 51 milhões de brasileiros. O novo modelo substitui o antigo RG e adota o CPF como número único de identificação, unificando dados e reduzindo inconsistências cadastrais em todo o país.
Na comparação com outras unidades da Região Norte, o Acre lidera com folga. Estados como Tocantins (25,40%), Amazonas (25,35%) e Rondônia (24,4%) aparecem na sequência. Já Roraima (12,93%), Amapá (11,86%) e Pará (2,96%) registram índices mais baixos.
A emissão da nova identidade teve início no Acre em agosto de 2022 e, desde então, foi ampliada para todo o território estadual. O serviço está disponível em todos os municípios, incluindo áreas de difícil acesso, como comunidades ribeirinhas e regiões de fronteira, o que contribui para o alcance expressivo registrado até agora.
Além de modernizar o sistema de identificação, a CIN busca aumentar a segurança, dificultar fraudes e facilitar o acesso da população a serviços públicos e programas sociais. O documento também conta com versão digital, disponível por meio do aplicativo gov.br, permitindo maior praticidade no uso cotidiano.
A integração de dados proporcionada pelo novo modelo deve fortalecer mecanismos de validação biométrica, tornando mais ágil o reconhecimento de direitos e o acesso a benefícios em todo o país.
Para emitir a nova CIN, o cidadão deve procurar um posto de atendimento autorizado, como as unidades da Organização em Centros de Atendimento (OCA). É necessário apresentar certidão de nascimento ou casamento, além do CPF. A primeira via é gratuita. Durante o atendimento, também é possível incluir informações adicionais, como número da CNH, título de eleitor, PIS e até tipo sanguíneo, que passam a constar na versão digital.
A retirada do documento pronto deve ser feita presencialmente no local onde foi solicitado, mediante apresentação do protocolo ou de um documento com CPF. O atendimento ocorre em dias úteis, e a retirada pode ser realizada pelo titular ou por familiares diretos, conforme as regras estabelecidas.
A expectativa do governo federal é ampliar a base biométrica da população até 2028, consolidando a nova Carteira de Identidade Nacional como principal instrumento de identificação civil no Brasil.
