Rio Branco, Acre - sexta-feira, 06 março, 2026

Acre figura entre os estados que menos geraram empregos em abril

Foto Ilustrativa

Mesmo com saldo positivo de 760 novas vagas criadas, Acre ficou à frente apenas de Alagoas e Roraima na geração de empregos formais

Mesmo diante de um cenário nacional promissor, o Acre encerrou o mês de abril de 2025 com apenas 760 novos postos de trabalho com carteira assinada, conforme os dados divulgados nesta quarta-feira (28) pelo Novo Caged (Cadastro Geral de Empregados e Desempregados) do Ministério do Trabalho e Emprego.

O número coloca o estado entre os três com menor saldo absoluto de empregos no país, superando apenas Alagoas (+414) e Roraima (+669). Apesar disso, o crescimento relativo no Acre foi de +0,68%, superando a média nacional (+0,54%) e ficando à frente de estados populosos como Rio Grande do Sul (+0,30%) e São Paulo (+0,50%).

Os dados apontam que o salário no Acre continua entre os menores do país. Segundo o Novo Caged, o rendimento médio de admissão no Estado em abril foi de R$ 1.771,01, abaixo da média da Região Norte (R$ 1.962,51) e bem inferior à média nacional, que chegou a R$ 2.251,81. Na comparação com março, houve uma queda de -1,11% no valor real de contratação no estado.

No total, a Região Norte gerou 12.827 empregos formais em abril, com destaque para Pará (+5.120) e Amazonas (+2.678). O Acre representou pouco menos de 6% desse total, reforçando sua posição periférica no cenário regional.

Setores que mais contrataram no Brasil

O país registrou 2.282.187 admissões e 2.024.659 desligamentos, gerando um saldo positivo de +257.528 vagas formais — o melhor resultado para o mês de abril desde o início da série histórica em 2020.
Os setores com maior saldo de vagas foram:

  • Serviços: +136.109
  • Comércio: +48.040
  • Indústria: +35.068
  • Construção: +34.295
  • Agropecuária: +4.025

Perfil das contratações no Brasil

Ainda de acordo com o Novo Caged, o perfil das contratações formais no Brasil em abril de 2025 revela a predominância de jovens, pessoas com ensino médio completo e salários baixos. A faixa etária que mais conquistou vagas foi a de 18 a 24 anos, com mais de 126 mil admissões no período.

Em relação à escolaridade, o ensino médio completo se destacou como o principal grau de instrução entre os contratados, representando um saldo de mais de 191 mil empregos. A maior parte das novas vagas se concentrou na faixa salarial entre 1 e 1,5 salários mínimos, evidenciando a predominância de postos de trabalho com remuneração básica.

No recorte por gênero, os homens foram ligeiramente mais contratados que as mulheres — 133 mil contra 123 mil vagas. Quanto à raça/cor, pessoas pardas lideraram as contratações formais com saldo de 171 mil empregos, seguidas pelas pessoas brancas, que registraram 78 mil admissões.

Destaques e alertas

Enquanto o Brasil avança na recuperação do mercado formal, o Acre ainda caminha em ritmo lento, com desempenho que preocupa especialmente em comparação à força econômica da região. Com salário médio de contratação entre os mais baixos e saldo modesto de geração de empregos, o estado enfrenta desafios estruturais para atrair investimentos e diversificar sua base produtiva.

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