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Dados mais recentes da Relação Anual de Informações Sociais (RAIS 2023) colocam o Acre entre os estados brasileiros com maior incidência de jornadas de trabalho prolongadas no mercado formal. O estado ocupa a sexta posição no ranking nacional de trabalhadores com carteira assinada que cumprem mais de 40 horas semanais, evidenciando uma realidade de carga horária acima da média em comparação com outras unidades da federação.
O levantamento aponta que, em todo o país, aproximadamente 80,3% dos trabalhadores formais — o equivalente a cerca de 35,3 milhões de pessoas — estão submetidos a jornadas superiores ao limite de 40 horas por semana. No Acre, esse índice é ainda mais elevado, inserindo o estado em um grupo de destaque negativo no cenário nacional. A classificação, divulgada pelo Mapa Temático, posiciona o Acre no chamado “bloco marrom”, faixa que reúne estados onde entre 85% e 90% dos trabalhadores enfrentam jornadas prolongadas.
Além do Acre, integram esse mesmo grupo estados como Rondônia, Mato Grosso, Goiás e Tocantins, indicando uma concentração regional desse perfil de trabalho mais intenso, especialmente em áreas com forte presença de atividades produtivas que demandam maior carga horária.
Na outra ponta do ranking, o Distrito Federal apresenta a menor proporção de trabalhadores submetidos a jornadas acima de 40 horas semanais, com 70,4%. O resultado é associado à maior participação do setor público e de serviços especializados na economia local. Estados como São Paulo e Rio de Janeiro também registram índices inferiores aos observados no Acre, reforçando as desigualdades regionais na organização do trabalho formal no país.
