Apenas Rio Branco e Senador Guiomard alcançaram a cobertura recomendada para a primeira dose da tríplice viral em 2026; segunda aplicação preocupa autoridades de saúde
Mesmo sem registrar casos de sarampo há 26 anos, o Acre ainda enfrenta um desafio considerado essencial para manter a doença longe do estado: ampliar a vacinação infantil. Dados da Secretaria de Estado de Saúde (Sesacre) mostram que apenas Rio Branco e Senador Guiomard atingiram a meta recomendada para a primeira dose da vacina tríplice viral em crianças de 1 a 4 anos nos primeiros meses de 2026.
Enquanto a capital alcançou cobertura de 96,7%, Senador Guiomard chegou a 100% de imunização. No cenário estadual, porém, o desempenho ficou abaixo do esperado. A cobertura da primeira dose atingiu 85,58%, distante da meta preconizada pelos órgãos de saúde. A situação é ainda mais preocupante na segunda dose, que registrou apenas 61,79% de cobertura.
Os números acendem um alerta porque a proteção adequada contra o sarampo depende da aplicação das duas doses da vacina. A doença é altamente contagiosa e pode provocar complicações graves, principalmente em crianças não imunizadas.
Embora o Acre não registre casos confirmados desde o ano 2000, a vigilância epidemiológica permanece ativa. Entre as semanas epidemiológicas 1 e 20 deste ano, um caso suspeito foi investigado em Rio Branco, mas acabou descartado após exames laboratoriais.
O último surto registrado no estado ocorreu há mais de duas décadas, quando 11 casos foram confirmados nos municípios de Rio Branco, Acrelândia, Mâncio Lima e Plácido de Castro. Desde então, o Acre manteve-se livre da doença, resultado atribuído principalmente às campanhas de vacinação e ao monitoramento constante das autoridades sanitárias.
