Rio Branco, Acre - quarta-feira, 13 maio, 2026

Acre está entre os estados com maior número de famílias atendidas pelo Bolsa Família

Foto: Internet 

O Acre aparece entre os estados brasileiros com maior proporção de famílias beneficiadas pelo Bolsa Família, segundo dados divulgados nesta sexta-feira (8) pelo Instituto Brasileiro de Geografia e Estatística (IBGE). O levantamento revela que quase quatro em cada dez domicílios acreanos recebem o benefício federal de transferência de renda.

De acordo com a Pesquisa Nacional por Amostra de Domicílios (Pnad), 38,6% das famílias do estado estão inseridas no programa social. Com esse índice, o Acre ocupa a nona posição no ranking nacional de cobertura do Bolsa Família entre as unidades da federação.
Na Região Norte, apenas Pará e Amazonas apresentam percentuais superiores. O Pará lidera o cenário nacional, com 46,1% dos lares atendidos, seguido pelo Maranhão, com 45,6%, e pelo Piauí, com 45,3%.

Os dados fazem parte do levantamento sobre rendimento domiciliar e programas sociais realizado pelo IBGE, que também apontou maior presença de benefícios assistenciais nas regiões Norte e Nordeste do país. Enquanto no Norte 38,8% dos domicílios recebem algum tipo de auxílio social, no Nordeste esse percentual chega a 39,8%.

A pesquisa também mostra que o número de famílias atendidas por programas sociais apresentou redução no Brasil em relação aos últimos anos. Em 2025, cerca de 18 milhões de lares receberam recursos de programas assistenciais. Em 2024, o percentual de domicílios beneficiados no país era maior, alcançando 23,6%.

Antes da pandemia da covid-19, em 2019, o índice nacional era de 17,9%. Durante o período mais crítico da crise sanitária, o total de famílias atendidas chegou a 22,2 milhões de domicílios brasileiros, equivalente a mais de 31% das residências do país.
Segundo o IBGE, a redução mais recente está relacionada ao aquecimento do mercado de trabalho e ao aumento da renda média da população brasileira.

Além do Bolsa Família, o levantamento considerou benefícios como o Benefício de Prestação Continuada (BPC), destinado a idosos e pessoas com deficiência em situação de vulnerabilidade social, além de programas estaduais e municipais de assistência.

O estudo também analisou o rendimento médio proveniente dos programas sociais. Em 2025, o valor médio recebido pelas famílias beneficiadas foi de R$ 870, mantendo estabilidade em relação ao ano anterior, quando a média ficou em R$ 875.

Na comparação com 2019, o rendimento médio dos benefícios sociais teve crescimento real de mais de 71%, já descontados os efeitos da inflação no período.

Os dados do IBGE revelam ainda uma diferença significativa na renda das famílias beneficiadas e daquelas que não recebem auxílios sociais. Nos domicílios atendidos por programas sociais, o rendimento médio mensal por pessoa é de R$ 886. Já entre as famílias sem benefícios, a renda média chega a R$ 2.787 por integrante da residência.

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