Dados do Novo Caged mostram 5.394 admissões e 5.114 desligamentos no estado; capital perdeu 96 postos de trabalho
O Acre encerrou julho com saldo positivo de 280 empregos com carteira assinada, resultado de 5.394 admissões e 5.114 desligamentos. Apesar da criação de vagas, dados do Novo Caged, analisados pela Fecomércio-AC, mostram uma redução no ritmo de geração de empregos formais no estado nos últimos meses.
O setor de serviços sustentou o resultado acreano, com a abertura de 344 postos de trabalho. A indústria geral, com maior participação da indústria de transformação, registrou saldo de 54 vagas, enquanto o comércio criou 41 postos. Agricultura, pecuária, produção florestal, pesca e aquicultura tiveram saldo positivo de 21 empregos.
Entre os municípios, Bujari apresentou o melhor desempenho em julho. Foram 357 contratações e 123 desligamentos, deixando saldo positivo de 234 vagas. Sena Madureira aparece em seguida, com 72 novos postos, seguida por Feijó, com 22; Cruzeiro do Sul, com 20; Xapuri, com 19; e Acrelândia, com 15. Ao todo, 13 municípios acreanos terminaram o mês com saldo positivo.
Na outra ponta está Rio Branco. A capital contratou 3.658 trabalhadores, mas registrou 3.754 desligamentos e terminou julho com saldo negativo de 96 empregos, o pior resultado entre os municípios acreanos. Também fecharam mais vagas do que abriram Brasiléia (-26), Tarauacá (-12), Epitaciolândia (-10), Assis Brasil (-3), Santa Rosa do Purus (-2) e Marechal Thaumaturgo (-2).
Na avaliação da Fecomércio-AC, a movimentação do emprego formal vem apresentando oscilações ao longo do ano, com redução do saldo de novas vagas em julho. A entidade relaciona o desempenho a um cenário de retração da atividade econômica e aponta fatores como carga tributária, limitações para investimentos e dificuldades de acesso ao crédito como elementos que podem restringir novas contratações.
