Rio Branco, Acre - quarta-feira, 18 março, 2026

Acre confirma primeiro caso de mpox em 2026; paciente esteve em São Paulo e autoridades descartam transmissão

Foto: Internet 

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O Acre confirmou, nesta terça-feira (17), o primeiro caso de mpox em 2026. A informação foi divulgada pela Secretaria de Estado de Saúde (Sesacre). O registro ocorreu no município de Brasiléia, no interior do estado, e teve confirmação por exame laboratorial.

De acordo com a pasta, o caso é considerado importado, ou seja, a infecção não foi contraída em território acreano. O paciente esteve recentemente em viagem ao estado de São Paulo, onde pode ter ocorrido a exposição ao vírus. Os sintomas surgiram cerca de uma semana após o retorno à região de fronteira.

O paciente está sendo acompanhado pela Vigilância em Saúde, que já iniciou os protocolos de monitoramento e controle. O Centro de Informações Estratégicas em Vigilância em Saúde (CIEVS), em nível nacional e na unidade de fronteira em Brasiléia, foi acionado para dar suporte à investigação.

As autoridades sanitárias de Cobija, na Bolívia, e do estado de São Paulo também foram notificadas, com o objetivo de realizar o rastreamento de possíveis contatos.

Segundo a Sesacre, até o momento não há indícios de transmissão local da doença no Acre.

Em nota, a secretaria informou que equipes da Vigilância Epidemiológica, do Laboratório Central de Saúde Pública (Lacen) e demais órgãos envolvidos foram mobilizados para adoção das medidas recomendadas pelo Ministério da Saúde.

A mpox é uma infecção viral causada por um vírus da mesma família da varíola. A transmissão ocorre principalmente por contato direto com lesões de pele, fluidos corporais, secreções respiratórias ou objetos contaminados.

Os sintomas mais comuns incluem febre, dor de cabeça, aumento dos gânglios linfáticos e lesões na pele, que podem atingir diferentes partes do corpo. Em geral, os casos evoluem de forma leve, mas pessoas com baixa imunidade podem apresentar complicações.

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