Acre cai em ranking nacional de inovação e volta a figurar entre os últimos colocados

Foto: tripadvisor
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O Acre voltou a ocupar uma das últimas posições do país no pilar Inovação do Ranking de Competitividade dos Estados 2025, divulgado nesta semana pelo Centro de Liderança Pública (CLP). O estado aparece em 22º lugar, mantendo praticamente a mesma colocação do ano passado e revelando que ainda há um longo caminho para avançar em políticas voltadas à ciência, tecnologia e desenvolvimento de novos produtos e processos.

O estudo avalia o desempenho dos 26 estados e do Distrito Federal a partir de setenta indicadores distribuídos em dez pilares temáticos — entre eles, Inovação, que responde por 6,9% da nota geral. No caso do Acre, os resultados mostram um quadro de baixo investimento público em pesquisa e desenvolvimento (P&D), poucas patentes registradas, estrutura frágil de apoio à inovação e escassez de empresas de alto crescimento.

De acordo com a série histórica apresentada pelo CLP, o Acre vem se mantendo nas últimas posições há uma década. Desde 2015, o estado oscilou entre o 22º e o 26º lugar, sem conseguir consolidar avanços estruturais. Em 2019, chegou a ocupar a 22ª posição, recuou em 2022 e, em 2025, permanece com desempenho modesto — atrás de estados vizinhos como Rondônia (16º), Amazonas (9º) e Pará (20º).

Os primeiros colocados no ranking são Rio Grande do Sul, Santa Catarina e São Paulo, estados que historicamente concentram ecossistemas de inovação consolidados, forte presença de universidades e ampla rede de investimentos públicos e privados em tecnologia.
Indicadores avaliados.

O CLP baseia-se em fontes oficiais como IBGE, CNPq, Capes, Confap, INPI e MCTIC para compor os indicadores do pilar de Inovação. Entre os aspectos analisados estão:
•Investimentos públicos em P&D;
•Patentes registradas;
•Bolsas de mestrado e doutorado;
•Estruturas de apoio à inovação (como parques tecnológicos e incubadoras);
•Pesquisa científica;
•Empresas de alto crescimento;
•Tecnologias de informação e comunicação.

O relatório destaca que a inovação é fator essencial para o crescimento econômico de longo prazo, pois aumenta a produtividade, reduz custos e estimula a criação de novos produtos e serviços. No entanto, o CLP ressalta que o avanço depende de integração entre governos, universidades e setor privado, algo ainda pouco consolidado em regiões periféricas como o Norte do país.

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