Rio Branco, Acre - terça-feira, 03 março, 2026

Acre aposta na produção e mira fertilizantes, tecnologia e mercado internacional, aponta Luiz Gonzaga

Foto: Sérgio Vale

Foto: Sérgio Vale

Ao comentar a passagem de comitivas russas e chinesas pelo Acre, o deputado estadual Luiz Gonzaga apontou para algo maior que visitas diplomáticas: a tentativa de reposicionar o estado na rota da produção e da exportação. Segundo ele, há interesse concreto de instalação de uma empresa de fertilizantes na Zona de Processamento de Exportação (ZPE).

“Eles pretendem se instalar na ZPE e montar uma empresa de fertilizantes. O Brasil hoje importa fertilizante da Rússia. Nós vamos ter essa produção aqui no nosso estado. Não só para melhorar o nosso solo e termos um preço melhor, mas também para vender para os estados vizinhos, para o Brasil e para o exterior”, afirmou.

Hoje, o Brasil depende fortemente da importação de fertilizantes. A proposta apresentada ao Acre, de acordo com Gonzaga, busca reduzir essa dependência e criar uma base produtiva local. A movimentação inclui ainda a ideia de implantação de um parque tecnológico com parceria acadêmica entre a Universidade Federal do Acre e uma universidade russa.

“Algo que eu achei muito importante é a instalação de um parque tecnológico. Eles querem fazer parceria com a universidade. Bancam a ida dos nossos doutores até lá. Isso demonstra intenção real”, disse o parlamentar.

O deputado também mencionou reunião com representantes de um banco privado russo interessado em oferecer linhas de crédito para sustentar o projeto. Paralelamente, uma comitiva chinesa avalia instalar três empresas na ZPE, e outra delegação deve retornar nos próximos dias para aprofundar as tratativas.

No discurso, Gonzaga foi além da agenda internacional. Ele defendeu que o Acre precisa reduzir a dependência do setor público e fortalecer a economia produtiva. “Nós temos que sair da economia do contracheque para a economia da produção, da geração de riqueza, da geração de emprego e de oportunidades”, declarou.

Entre fertilizantes, biodiversidade e possibilidade de produção de fármacos e cosméticos, o parlamentar desenha um cenário que considera promissor. “Eu vejo um horizonte muito positivo”, afirmou.

Agora, o desafio será transformar expectativa em projeto estruturado, com cronograma, investimento definido e segurança jurídica para que o discurso não fique apenas no entusiasmo político.

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