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O mapa da distribuição do rebanho bovino no Brasil evidencia uma concentração histórica da pecuária nas regiões Centro-Oeste e Norte do país, e o Acre aparece inserido nesse cenário como parte relevante da fronteira pecuária amazônica. Embora distante dos maiores produtores nacionais, o estado mantém um dos principais rebanhos da Região Norte, com forte impacto econômico e social no meio rural.
Dados da Pesquisa da Pecuária Municipal (PPM), do IBGE, indicam que o Brasil possui atualmente cerca de 238 milhões de cabeças de gado, número superior à população humana do país. Mato Grosso lidera o ranking nacional, seguido por Goiás, Pará, Minas Gerais e Mato Grosso do Sul. No Norte, além do Pará e de Rondônia, o Acre se destaca pela expansão contínua do efetivo bovino nos últimos anos.
No território acreano, o rebanho é estimado em pouco mais de 5 milhões de cabeças, distribuídas principalmente em municípios como Rio Branco, Sena Madureira, Senador Guiomard, Brasiléia e Bujari. A pecuária figura como uma das bases da economia rural do estado, gerando emprego, renda e movimentação econômica direta e indireta, sobretudo em áreas onde a agricultura mecanizada tem menor presença.
O avanço do gado no Acre, no entanto, ocorre em meio a um debate permanente sobre uso da terra e sustentabilidade na Amazônia. A presença do estado no mapa nacional da pecuária reforça tanto sua importância produtiva quanto os desafios relacionados à regularização fundiária, ao manejo de pastagens e à necessidade de conciliar produção agropecuária com preservação ambiental.
Especialistas apontam que o futuro da pecuária acreana passa por ganhos de produtividade, recuperação de áreas degradadas e integração com sistemas mais sustentáveis. O mapa do gado, ao colocar o Acre em evidência no cenário nacional, ajuda a dimensionar o papel do estado não apenas como produtor, mas como peça estratégica nas discussões sobre o modelo de desenvolvimento da Amazônia.
