Estado participa de discussões sobre segurança, comércio, integração regional e desenvolvimento sustentável
Com a presença de autoridades, representantes de órgãos federais e lideranças regionais, o Comitê de Fronteira Sul Brasil realizou nesta semana mais uma rodada de debates estratégicos voltados para os desafios e oportunidades das regiões de fronteira. A participação do Acre se destacou, especialmente por sua posição geográfica e papel crescente nas articulações internacionais na Amazônia.
O evento, que reuniu estados da região Sul e convidados da Amazônia Legal, teve como foco segurança nas fronteiras, cooperação internacional, integração comercial e desenvolvimento sustentável. A presença do Acre no encontro foi considerada fundamental para ampliar a visão sobre os desafios da fronteira norte e evidenciar a necessidade de políticas públicas integradas entre os extremos do país.
Articulação e voz ativa
A comitiva acreana contou com representantes das secretarias de Estado de Indústria, Ciência e Tecnologia (Seict); de Saúde (Sesacre), de Meio Ambiente (Sema), de Justiça e Segurança Pública (Sejusp), de Assistência Social e Direitos Humanos (SEASDH), de Agricultura (Seagri), de Turismo (Sete), de Planejamento (Seplan), Casa Civil, Cageacre, Saneacre, Batalhão da Polícia Militar de Brasileia, Agência de Negócios do Acre (Anac) e Procuradoria Geral do Estado (PGE).
Durante os debates, o estado apresentou dados sobre o avanço do comércio com o Peru, os entraves logísticos enfrentados no transporte de cargas e os impactos sociais e econômicos da região de fronteira.
“Participar desse Comitê é uma forma de colocar o Acre no centro das discussões nacionais sobre fronteiras. O nosso estado enfrenta desafios distintos, mas também tem soluções únicas a apresentar, especialmente no campo da integração com países vizinhos como Peru e Bolívia”, destacou o procurador-geral adjunto do Estado, Leonardo Cesário, que no ato representou o governador Gladson Camelí.
Fronteira viva e conectada
A cidade de Assis Brasil, porta de entrada terrestre para o Peru, foi mencionada como ponto estratégico de desenvolvimento e cooperação bilateral. A recente reativação da Ponte da Integração, a movimentação no comércio transfronteiriço e os esforços para melhorar a infraestrutura da BR-317 foram apresentados como exemplos da necessidade de apoio federal para a consolidação da rota internacional.
Outro tema levantado pelo Acre foi a necessidade de reforçar as ações de segurança pública na faixa de fronteira, com aumento do efetivo policial, tecnologia de monitoramento e cooperação com forças internacionais no combate ao tráfico de drogas, armas e crimes ambientais.
Desenvolvimento sustentável na pauta
Além das questões de segurança e logística, a comitiva acreana também trouxe para o centro dos debates a importância de políticas sustentáveis para a região amazônica, destacando experiências em bioeconomia, manejo florestal e extrativismo como alternativas viáveis de desenvolvimento em áreas sensíveis.
Para analistas políticos, a participação do Acre nesses fóruns é fundamental para romper o isolamento político e econômico do estado e garantir que suas demandas sejam consideradas nas decisões estratégicas do país. “O Acre precisa estar onde as decisões são tomadas. E nesse Comitê, mostramos que temos muito a contribuir”, concluiu Leonardo Cesário.
Foto Diego Gurgel-Secom
