Avanço das vendas para o mercado externo ocorre junto ao crescimento da atividade frigorífica no estado
As exportações de carne bovina do Acre avançaram 77,8% nos oito primeiros meses de 2026, enquanto o número de animais abatidos dentro do estado cresceu 3,7% no mesmo período. Os dados constam no Boletim Técnico Mensal da Federação da Agricultura e Pecuária do Acre (Faeac), elaborado com informações do Instituto de Defesa Agropecuária e Florestal (Idaf/AC) e do Comex Stat, do governo federal.
De janeiro a agosto, o Acre exportou 5.313,8 toneladas de carne bovina. O movimento ganhou força em agosto, quando os embarques chegaram a 1.272,4 toneladas, crescimento de 43,7% em relação a julho. Na comparação com agosto de 2025, a alta chegou a 595,1%, mostrando uma aceleração significativa das vendas acreanas para o mercado internacional.
Nos frigoríficos, o movimento foi diferente no último mês. Foram abatidos 53.546 bovinos em agosto, queda de 13,6% em relação a julho, quando o número havia alcançado 62.011 animais, e redução de 7,5% na comparação com agosto do ano passado. Apesar da retração mensal, o acumulado de janeiro a agosto chegou a 453.558 cabeças, 3,7% acima das 437.170 registradas no mesmo período de 2025.
A saída de gado vivo para outros estados também continua relevante para a pecuária acreana. Em agosto, 37.024 animais deixaram o Acre, alta de 37,15% sobre julho. No acumulado do ano, foram 255.627 bovinos enviados para outras unidades da federação, crescimento de 3% em relação ao mesmo intervalo do ano passado.
Somados os animais abatidos e os enviados vivos para outros estados, a pecuária acreana movimentou 709.185 bovinos até agosto. O levantamento considera um rebanho de aproximadamente 5,17 milhões de cabeças. A Faeac também registra valorização da arroba ao longo de julho e agosto, com os preços permanecendo em patamares elevados no início de setembro.
