Foto: Arquivo/Secom
O setor de abate de bovinos no Acre registrou crescimento expressivo em 2025, consolidando-se como uma das engrenagens centrais da pecuária estadual. De acordo com levantamento da Federação da Agricultura e Pecuária do Acre (Faeac), no primeiro semestre foram abatidas 320,3 mil cabeças de gado sob fiscalização federal, o que representa aumento de 11,4% em relação ao mesmo período de 2024.
Um dado que chama a atenção é a predominância dos frigoríficos credenciados ao Serviço de Inspeção Federal (SIF), responsáveis por 74% de todos os abates realizados no estado. A participação majoritária dessas unidades não apenas assegura maior qualidade e segurança sanitária da carne, como também abre portas para mercados mais exigentes, tanto no Brasil quanto no exterior.
A expansão dos abates reflete a maior demanda por carne bovina, impulsionada pelas exportações internacionais e pelo avanço do comércio interestadual de animais vivos. Para produtores e indústrias, o resultado representa fôlego financeiro e a consolidação de um ciclo virtuoso que beneficia toda a cadeia da pecuária, do pequeno criador ao grande exportador.
O crescimento também evidencia um processo de modernização da indústria frigorífica no Acre. Nos últimos anos, o setor investiu em novas plantas industriais, ampliação da capacidade produtiva e adequação às normas de bem-estar animal e rastreabilidade. Esses avanços têm sido determinantes para a competitividade da carne acreana e para o fortalecimento da imagem do estado como fornecedor confiável.
Apesar dos números positivos, desafios permanecem. A concentração de abates em poucas unidades gera dependência e expõe os produtores a eventuais gargalos de capacidade. Além disso, os custos de energia, logística e insumos ainda impactam a competitividade em relação a estados mais estruturados. Para especialistas, a superação desses obstáculos será decisiva para que o Acre mantenha a curva de crescimento e aproveite plenamente as oportunidades abertas pelo mercado.
