Vereador afirma ter recebido documento da empresa de transporte coletivo informando suposto débito milionário do município, anuncia protesto em frente à Prefeitura e questiona contratação emergencial de nova operadora.
A situação do transporte coletivo de Rio Branco voltou a gerar debate na Câmara Municipal. Durante sessão legislativa, o vereador Éber Machado afirmou ter recebido um documento da empresa responsável pela operação do sistema no qual seria informada a existência de uma dívida de aproximadamente R$ 30 milhões da Prefeitura de Rio Branco com a concessionária.
Ao comentar o caso na tribuna, o parlamentar afirmou que a relação entre o município e a empresa chegou a um nível inédito de desgaste. “Pela primeira vez estamos vendo uma empresa anunciar uma greve e um protesto. A empresa está chamando a Prefeitura de caloteira”, declarou.
Segundo Éber, o documento teria sido encaminhado a vereadores e também comunicado à administração municipal. De acordo com o parlamentar, a empresa informou que pretende realizar uma manifestação em frente à sede da Prefeitura para cobrar o pagamento dos valores que considera devidos.
O vereador também questionou a situação financeira apresentada pela operadora. Durante o pronunciamento, ele mencionou declarações anteriores de representantes da empresa sobre prejuízos registrados na operação do transporte coletivo e afirmou que existem dúvidas que precisam ser esclarecidas. “Tem muita coisa errada. Tem muita coisa que precisa ser explicada para esta Casa e para a população”, disse.
Diante das controvérsias, Éber anunciou a apresentação de um requerimento para convocar a sócia-proprietária da empresa a prestar esclarecimentos aos vereadores.
O objetivo, segundo ele, é obter informações detalhadas sobre a situação contratual da operadora, os valores discutidos entre as partes e as razões que levaram ao agravamento da crise no sistema de transporte coletivo da capital.
Dúvidas sobre nova operação
Éber também direcionou críticas ao processo emergencial lançado pela Prefeitura para contratação de uma nova empresa responsável pelo transporte coletivo.
Segundo o vereador, a futura operadora deverá disponibilizar uma frota de 120 ônibus equipados com ar-condicionado. A exigência levou o parlamentar a questionar a viabilidade da operação e a capacidade de uma empresa apresentar, em curto prazo, uma estrutura desse porte. “Como uma empresa consegue apresentar 120 ônibus em poucos dias? Qual é a logística? Qual é a estrutura? Como isso será feito?”, questionou.
Na avaliação do vereador, o investimento necessário para disponibilizar uma frota com essas características alcançaria dezenas de milhões de reais, o que justificaria uma fiscalização mais rigorosa por parte do Legislativo.
